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POLÍCIA
Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009, 23h:29

CRIME ORGANIZADO

Célio Alves volta até o fim do mês

Até o final deste mês, o ex-policial militar Célio Alves de Souza deverá ser transferido da Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) para o Presídio Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). O retorno só depende do avião do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) para trazê-lo até Cuiabá. A informação é do advogado Waldir Caldas, que atua na defesa de Célio. Segundo Caldas, o juiz federal da 5ª Vara de Campo Grande, Dalton Igor Kita Conrado, indeferiu o recurso da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que é contrária ao retorno do ex-militar. Célio Alves está condenado a 73 anos de prisão, sendo 17 anos e seis meses pela execução do empresário Sávio Brandão e 55 anos pelo assassinato do sargento José Jesus de Freitas e seus dois seguranças. “O magistrado já oficializou a transferência para a 2ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Cuiabá, o Depen e também a Polícia Federal”, explicou Caldas. Célio Alves ficou cerca de dois anos e meio na penitenciária federal do estado vizinho. Ele estava junto com o ex-cabo PM Hércules Araújo Agostinho, também condenado pelo assassinato de Sávio Brandão. O retorno de Célio Alves deixa em alerta as autoridades da área de segurança pública. Ele deverá ficar na Penitenciária Central, de onde fugiu no dia 25 de julho de 2005, numa fuga até hoje não explicada. Na ocasião, passou por vários portões abertos até se aproximar do muro dos fundos onde uma corda o aguardava. Em seguida, fugiu na carroceria de uma picape. Cerca de dois anos depois, foi recapturado nas proximidades da fronteira com a Bolívia, em Cáceres. Ele estava escondido numa fazenda da região, após o recebimento de uma denúncia de que estaria naquela cidade. Ele chegou a balear um policial na tentativa de escapar do cerco. Cerca de um mês antes, no dia 17 de julho, ele fora condenado a 17 anos e seis meses por participar no assassinato do empresário Sávio Brandão, executado a tiros no dia 30 de setembro de 2002 no bairro Concil, no momento em que visitava as novas instalações da Folha do Estado, jornal de sua propriedade. Agentes prisionais confirmaram que o retorno de Célio Alves será cercado de reforço no policiamento externo, como nos trabalhos internos. “Será um preso especial, com tratamento especial, assim como era Arcanjo”, disse um agente. A assessoria de imprensa da Sejusp informou que ao órgão ainda não foi oficializada a decisão judicial.(AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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