O cabo PM Leandro Almeida de Souza foi interrogado quinta-feira à tarde na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa onde contou a sua versão para o duplo assassinato do dia 24 de fevereiro que deixou a população cuiabana chocada. Ele disse não tinha noção de que atirou tanto na jovem quanto no colega de profissão. Ele acreditava que os tiros tivessem partido da pistola do assaltante. O cabo está afastado de suas funções e recebe ajuda psicológica de um profissional designado pela própria Polícia Militar. Assim que o assaltante entrou na sala da Casa de Câmbio, o cabo PM percebeu as intenções dele, uma vez que deixou a porta aberta. Perguntou se ali emprestava dinheiro. Ao ver a pistola na cintura do rapaz, sacou a arma e atirou. No entendimento dele (Leandro), quem atirou primeiro foi o mecânico. Por isso acreditava que estava revidando, acrescentou o delegado. Leandro disse ainda que chegou 15 minutos antes para tomar água e um café como faz constumeiramente. O militar negou estivesse fazendo segurança, assim como o gerente da casa de câmbio. Cópia do inquérito será encaminhada para a Corregedoria Geral da Polícia Militar que deverá tomar as providências no âmbito da Corporação. Se estava fazendo bico ou não, quem vai apurar é a Corregedoria da PM, frisou. (AR)