POLÍCIA
Sexta-feira, 02 de Maio de 2008, 19h:51
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POLICIAL MILITAR
Cabo é executado na Carmindo de Campos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O cabo PM Gonçalo Henrique Pereira Alencar, de 30 anos, foi assassinado com três tiros ontem de madrugada, em frente à Alencar Motos, na avenida Carmindo de Campos, Cuiabá. O crime ocorreu à 1h40, após o alarme da empresa tocar em seu celular. De imediato, ele entrou em seu Celta preto e foi verificar o que tinha ocorrido. Assim que subiu a porta de entrada cerca de 40 centímetros foi baleado no braço, na cabeça e no ombro. Mesmo ferido, o militar ainda atirou. Foram disparados mais de seis tiros no local. O cabo PM ainda caminhou alguns metros e caiu morto em seu automóvel. Os criminosos fugiram em seguida. A polícia teria duas hipóteses para o assassinato. A primeira seria uma tentativa de assalto que teria terminado em latrocínio (roubo seguido de morte). Neste caso, no entanto, os bandidos nada roubaram, nem a pistola do militar. O vigia de rua disse aos policiais ter ouvido o alarme disparar na revenda de motocicletas, mas não viu assaltante algum ou pessoa que chamasse a atenção e que estivesse nas proximidades. A outra hipótese seria um acerto de contas, uma vez que o alarme tocou duas vezes no feriado. O militar esteve na loja e nada de anormal ocorreu. Então, voltou para casa. De madrugada, retornou ao local e acabou executado. O crime ocorreu praticamente sem testemunhas. Ainda mais numa madrugada fria. Quem planejou o crime, se isso ocorreu de fato, sabia que a vítima iria lá assim que o alarme tocasse, disse um policial colega de Alencar. Cerca de meia hora antes do crime, a Central Integrada de Operações da Segurança Pública (Ciosp) recebeu uma denúncia de que um homem gordo, armado com um revólver, estava próximo da revenda de motocicleta. Os policiais do Ciosp não tiveram nem tempo de checar a denúncia. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os tiros teriam sido disparados por mais de uma pessoa, reforçando a suspeita de um crime planejado. Quem vai assaltar faz de tudo para não matar. No caso do cabo PM que chegou rápido, o que acontece com freqüência, é a rendição da vítima pelos bandidos que a amarram e trancam numa sala. Neste caso, nem a arma dele levaram, observou um policial. Cabo Alencar fazia parte da Força Tática do 1º Batalhão da Capital, atuando na região central e do Porto, principalmente na região da Carmindo de Campos, onde era comerciante. O delegado Antônio Esperândio, de plantão na DHPP, instaurou inquérito e desde que recebeu a informação do homicídio colocou uma equipe para trabalhar no assassinato.