POLÍCIA
Sábado, 24 de Maio de 2008, 14h:01
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CASO BRIAN
Bebê ressurge na porta da casa de tia
Cerca de 50 dias após ser levado misteriosamente, o bebê Brian Martins Pereira, de quase dois meses de vida, apareceu. Ontem de madrugada, ele foi jogado na frente da casa da tia, no bairro São Francisco. Brian, cujo desaparecimento se deu sem que a polícia soubesse apontar exatamente que se tratava de um seqüestro ou outro crime, vestia roupinha e toca. A tia, que mora ao lado da casa da mãe, Jucélia Martins Pereira, de 27 anos, disse ter ouvido um barulho de um carro abrindo a porta e, em seguida, algo sendo jogado no chão. Abriu a janela e viu o bebê. O fato ocorreu ontem, à 0h20. Minha esposa sentiu que era o sobrinho dela. Foi ver e confirmou a intuição dela. Então, começou a gritar. Corri e percebi que o carro era da Volks, o barulho do motor era da Volks, seria um automóvel, explicou o marido da irmã de Jucélia. Brian foi levado ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) e os médicos de plantão constaram que ele está com a saúde perfeita, apesar de quase dois meses longe da mãe. Jucélia adiantou que o bebê estava com uma chupeta embebida em vinho. Era puro vinho. Sei lá, acho que quem deixou o meu filho estava bebendo vinho, observou. Assim que teve o filho nos braços, Jucélia ligou para a Gerência de Repressão a Seqüestros e Investigações Especiais (Gresie). O delegado Luciano Inácio esteve no local. Conforme familiares, uma mulher foi detida, mas acabou liberada por falta de provas. Jucélia disse não ter perdido a esperança de reencontrar o filho. Reafirmou que em nenhum momento vendeu o bebê ou o trocou por um fogão e um botijão de gás, como se especulou dias após o seqüestro. Nunca falei em dar o meu filho ou vendê-lo. Tive seis (sete com Brian) e estou criando. Então, vou criar este também, ressaltou. Nesses 50 dias, o seqüestro do bebê ainda é um mistério. Para Jucélia, o principal suspeito é um casal que morava ao lado e que se mudou dias após o sumiço do bebê. Na casa, foi deixado o fogão e o botijão, mas eles ainda não buscaram. O bebê nasceu no dia 1º de abril e teria sido levado por dois assaltantes, um casal, de dentro da casa da família. O bebê nasceu no hospital Santa Helena e é o caçula de Jucélia. A mãe disse que saiu de casa no início da tarde, para levar dois filhos à escola, localizada cerca de 500 metros de onde moram. Para isso, deixou o recém-nascido e outros dois filhos com a avó, Emídia Martins Pereira, de 54, e a prima. A prima do bebê relatou que ela, a avó e os três filhos de Jucélia estavam no quarto quando perceberam que duas pessoas entravam na casa pela porta da frente. Assim que constataram que o casal entrou na casa, a avó teria ido até eles e perguntado o que queriam, recebendo a resposta de que era um assalto. (AR)