POLÍCIA
Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 21h:06
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CAIXA-ELETRÔNICO
Bandidos arrombam terminal do Modelo 24h
Assaltantes se aproveitaram da noite em que mercado fecha e violaram caixa do Banco do Brasil. Porém, notas foram manchadas de tinta rosa
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Dois homens esperaram o Supermercado Modelo 24 Horas da avenida Miguel Sutil encerrar o expediente no domingo para render o chefe da segurança e mais quatro funcionários. Apesar de 24 horas, o mercado na atende na madrugada de segunda-feira, oportunidade aproveitada pelos assaltantes, que ainda abriram a porta para mais integrantes da quadrilha arrombarem o caixa-eletrônico do Banco do Brasil, instalado num quiosque do prédio que abriga mais quatro caixas. O assalto ocorreu anteontem, por volta das 23 horas, quando o supermercado havia fechado. Em seguida, os dois vigias e funcionários da limpeza foram trancados numa das salas. Enquanto isso, os bandidos usaram um maçarico para cortar o caixa e retirar todo o dinheiro. A polícia calcula que os bandidos levaram cerca de R$ 200 mil, mas o equipamento tem o dispositivo antifurto, que solta uma tinta cor de rosa nas cédulas deixando-as inutilizáveis. Segundo os vigias, os bandidos fugiram por volta das 5 horas, deixando no local o chamado kit arrombamento maçarico, botijão de gás e cilindro de oxigênio. No quiosque, os bandidos espalharam as gavetas para fazer questão de mostrar que as deixaram vazias. No quiosque ainda tem caixas de mais três bancos Bradesco, Santander e 24 horas - que não foram arrombados. Na parte da manhã, o quiosque estava isolado para transações bancárias. Os funcionários colocaram algumas grades plásticas aguardando a chegada dos peritos criminais e, com isso, impedia o acesso dos clientes aos caixas. Segundo policiais militares que atenderam a ocorrência, os ladrões teriam fugido em algum veículo estacionado nas proximidades, que teria chegado após a entrada dos dois assaltantes. O prédio possui várias câmeras de segurança, mas a gerência não informou se o assalto foi gravado. A expectativa dos policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado é que todas as cédulas fiquem manchadas e sem efeito legal. Pelo menos é que nos garantiram os responsáveis pelo Banco do Brasil, pois a sugestão de colocar tinta nas cédulas partiu da polícia de Mato Grosso, lembrou um policial. Conforme o policial, o caixa 24 Horas que reúne várias instituições bancárias possui uma placa de piche que explode com o calor do maçarico, usado no corte da máquina. Se o dinheiro queimar, o banco tem mais prejuízo. Com a tinta, basta trocar junto ao Banco Central, lembrou um policial. (AR)