POLÍCIA
Quarta-feira, 22 de Julho de 2015, 20h:39
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BRASNORTE
Baleado em delegacia recebe alta
Suspeito de ter matado a facadas o empresário e piloto de motocross Adriano Coelho, 28 anos, em Brasnorte (580 quilômetros a noroeste de Cuiabá), Pedro Serra, 31 anos, recebeu alta do Pronto-Socorro de Várzea Grande na semana passada e desde então encontra-se preso na Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, informou a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh). Pedro Serra estava internado desde o dia 6 de julho, quando quase foi linchado por moradores de Brasnorte, após ser preso por suspeita de ser o autor do homicídio. Na ocasião em que foi preso, uma multidão cercou a delegacia e um dos populares conseguiu entrar no prédio. Dentro da delegacia, o homem atirou no peito de Pedro. Imaginando ter dado cabo dele, o homem fugiu. Até mesmo o socorro ao homem foi dificultado pelo povo, que só foi dispersado dos arredores da delegacia mediante chegada de reforço policial. No esforço de salvar a vida do suposto assassino, a Polícia Militar transportou o ferido à bala em uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (CioPAer) para o Pronto-Socorro de Várzea Grande. Responsável pelo caso, o delegado Adil Pinheiro de Paula instaurou dois inquéritos -- um para investigar a morte de Adriano Coelho e outro pela tentativa de linchamento/homicídio contra o suspeito do primeiro crime. Ninguém sabe informar quem atirou contra Paulo Serra dentro da delegacia de Brasnorte. A motivação de Pedro Serra para assassinar Adriano Coelho foi que revoltou a cidade. Segundo contou-se por lá e divulgou-se a toda gente, Serra seria usuário de drogas, teria invadido a casa de Coelho e exigido que ele lhe desse R$ 1 mil. Ao não obter o que pretendia, resolveu dar três facadas certeiras na vítima. O suficiente para matá-lo. O potencial assassino seria filho da locadora da casa da vítima. Ele queria mesmo era extorquir a vítima para usar drogas. Então, pegou uma moto emprestada e foi atrás do Adriano, que não devia nada para a família, pois já teria pago o aluguel daquele mês à verdadeira proprietária, mãe de Pedro Serra, disse o delegado. Socorrido por amigos, Adriano ainda foi levado para o hospital da cidade, onde agonizou e morreu horas depois do ataque.