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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010, 21h:18

DESEMBARGADOR

Bacharel se apresenta e vai para Polinter

Indiciado por formação de quadrilha e acusado de ser o mentor do assalto à residência do magistrado, Alfredo Neto procura a delegacia

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O bacharel em Direito Alfredo de Oliveira Garcia Neto, de 34 anos, indiciado por formação de quadrilha e acusado de ser o mentor de um assalto à residência de um desembargador, se entregou ontem à Polícia Civil. A prisão preventiva foi decretada pela juíza Marilza Aparecida Vitório, de Várzea Grande. O suspeito foi ouvido pela polícia e, depois encaminhado para a Polinter. O delegado Silas Caldeira, da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos de Várzea Grande, informou que pediu a prisão preventiva do bacharel porque o depoimento dele, tomado pela segunda vez na última segunda-feira, apresentou contradições. “O suspeito declarou que havia comprado um colete à prova de balas, mas na verdade, comprou também 10 algemas e um aparelho de choque. Ele não soube explicar porque adquiriu esse material”, informou o delegado Caldeira. A compra foi feita pelos Correios. Alfredo Neto é suspeito de ter planejado o assalto à casa do desembargador Ernani Vieira de Souza, ocorrido na madrugada do dia 31 de maio. Quatro assaltantes entraram no local fingindo ser agentes da Polícia Federal e roubaram cerca de R$ 20 mil em dinheiro, quatro notebooks e jóias avaliadas em cerca de R$ 40 mil. O bacharel é filho do advogado José Patrocínio de Brito Júnior, jurista da Capital que foi coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade de Cuiabá (Unic). O jovem formado em Direito nega sua participação no assalto. “Ele (Alfredo) negou a participação. O único que nega, porque os demais (integrantes do bando) o apontam como o líder”, informou o delegado, quando tomou o depoimento do acusado. Duas pessoas haviam sido presas por participação no crime e quatro foram ouvidas e liberadas. Uma dessas pessoas informou à polícia que Neto se aproveitou do fato de ser amigo do desembargador para passar informações para o bando. A idéia de usar roupas de policiais federais também teria sido de Neto. A polícia prendeu Reginaldo Silva Ferreira, reconhecido como um dos assaltantes, e Edinho Rodrigues, por receptação. Na casa dele foram apreendidos objetos roubados do apartamento do desembargador. Silva também foi autuado por tráfico de drogas. A polícia encontrou na casa dele 20 trouxinhas de pasta-base de cocaína.

Edição EDIÇÃO 16962




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