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POLÍCIA
Sexta-feira, 05 de Junho de 2009, 20h:15

SAIDINHA DE BANCO

Assalto rende R$ 3 mil aos ladrões

Os assaltos conhecidos como “saidinha de banco” não param. Anteontem à tarde, dois homens ocupando uma motocicleta assaltaram um empresário de 37 anos que sacara R$ 3 mil da agência do Banco Itaú, no Porto. Assim que desceu do carro, ele foi rendido pelo assaltante que estava na garupa da moto. Com um revólver apontado para a própria barriga, o empresário teve que entregar o envelope com o dinheiro, além de outros pertences. O assalto ocorreu, por volta das 14h30min. Testemunhas disseram que um Fiat Fiorino branco, com a porta do passageiro amassada, dava cobertura aos bandidos. Mas as testemunhas não anotaram as placas do veículo, que saiu atrás da motocicleta Honda Twister usada pelos ladrões. O empresário informou que o assalto foi muito rápido, e ele desconfia que os assaltantes o seguiam desde a agência bancária. “Só pode ser assim, porque tão logo eu desci do carro, fui rendido e tive que entregar o dinheiro. Eles sabiam que eu tinha posto as cédulas dentro de um envelope”, relatou a vítima. Para os policiais da Delegacia do Complexo do Verdão, que investigam todas as saidinhas de banco que ocorreram no centro da Capital, o esquema dos ladrões é conhecido, mas a maioria das vítimas ficam desatentas e pagam um preço caro por isso. Pelo esquema, um integrante do bando fica no interior da agência observando quem faz saques. De posse da informação, ele a repassa, via celular, para um cúmplice que fica esperando, do lado de foram, em uma motocicleta. “Muitas vezes usam um carro na fuga: após tomarem o dinheiro, jogam o produto roubado no automóvel e fogem de moto por outra rota. Caso sejam abordados, a Polícia não encontrará o produto do roubo”, observou um policial plantonista. Os policiais lembram que as saidinhas de banco ocorrem porque as pessoas insistem em sacar grandes quantias. Caso optassem pelo pagamento em cheque evitariam esse tipo de ação criminosa. “E as pessoas continuam fazendo saques, mesmo correndo o risco”, observou um policial. (AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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