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POLÍCIA
Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010, 20h:23

TERROR EM VG

Assaltantes torturam vítima em casa

Uma família viveu uma hora e meia de terror anteontem à noite no Jardim Ouro Branco, em Várzea Grande, onde dois homens armados com revólveres torturaram um casal de 59 anos e o neto, um adolescente de 13, que por pouco não teve uma orelha cortada e não foi queimado. Não satisfeitos, os bandidos ainda tentaram colar a boca do garoto com cola Superbond. Os ladrões queriam uma picape que estava com a filha do casal. Como não conseguiram levar o veículo, reviraram a casa e fugiram levando dinheiro e jóias. O assalto ocorreu por volta das 19h30. Segundo o casal, os ladrões ficaram zangados porque não encontraram a picape - a marca não foi revelada - e reviraram tudo. Chegaram a tomar banho e jantar. Os ladrões fugiram levando certa quantia em dinheiro e, também cheques. “Fomos amarrados com corda e trancados no banheiro. Meu neto estava dormindo e foi acordado a pancadas. Ainda jogaram um guarda-roupa por cima dele”, relatou a avó que estava em estado de choque. O garoto ainda foi amarrado numa cadeira. Mostrando ser audaciosos, os ladrões se revezaram no banho. Enquanto um se lavava o outro ficava cuidando das vítimas. Em seguida, foram para a cozinha e jantaram. “Os ladrões ameaçaram fazer de tudo. Até que foram embora, pois tiveram a certeza de que o carro não vinha mais”, complementou a vítima. Assim que conseguiu se livrar das amarras, o casal não acreditou no que viu. A casa estava toda revirada. O sofá, camas, tudo fora do lugar. Na cozinha, os ladrões jogaram comida - principalmente frutas - fora, esparramando tudo pelo chão. “Parece que passou um vendaval. Ficamos traumatizados porque o bairro é afastado e ficamos com medo de morar aqui porque os ladrões podem voltar a qualquer momento”, frisou uma das vítimas. Após o roubo, policiais militares foram acionados e fizeram buscas nas proximidades, mas nada encontraram. Os ladrões seriam de outro bairro e teriam fugido em algum automóvel ou motocicleta que estaria estacionado nas proximidades. No entendimento de policiais plantonistas da Delegacia do Complexo do Parque do Lago, a picape seria roubada sob encomenda, possivelmente que partiu de dentro de algum presídio. “É um tipo de roubo onde criminosos já têm o receptador pronto. Neste caso, com certeza era uma picape encomendada por traficantes bolivianos”, observou um policial. Pelo esquema, os ladrões ainda deveriam esconder a picape por alguns dias até ser levada para a fronteira. (AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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