Polícia diz que os 4 fazem parte da quadrilha do guarda-sol; O nome foi escolhido porque os ladrões usam o assessório para bloquear as câmeras de segurança
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A polícia prendeu quatro dos 15 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em arrombamento de agências bancárias. Eles ficaram conhecidos como o bando do guarda-sol porque usavam o assessório para bloquear as câmeras de segurança. Os detidos confessaram a participação no roubo de bancos de Mato Grosso. O grupo foi ouvido pelo delegado Flávio Stringueta, que deslocou uma equipe até Campo Grande para indiciar os suspeitos. Segundo o delegado, os quatro confessaram o ataque à agência da cidade de Poxoréu (250 quilômetros da Capital) e apontaram os envolvidos nos furtos as agências de Nova Olímpia, Rosário Oeste e avenida da Feb, em Várzea Grande. Os interrogatórios vão ajudar no esclarecimento das demais invasões, das quais o bando é suspeito, informou Stringueta. Na agência do município de Nova Olímpia, a quadrilha furtou R$ 120 mil e em Rosário Oeste levou R$ 35 mil. Começamos a observar a ação em janeiro deste ano. É uma quadrilha com raízes aqui que atua em outros estados, destacou. O delegado lembrou que as agências bancárias eram invadidas sempre aos finais de semana e no período noturno. A quadrilha quebrava paredes a marretadas e abria o cofre com maçarico ou outras ferramentas como furadeiras de alta pressão. Com o guarda-sol tapando as imagens, o bando agia sem ser identificado. Na sequência, os bandidos utilizavam maçarico ou furadeiras de alta pressão e conseguiram retirar todo o dinheiro. No dia 15 de junho, uma quadrilha que utilizava as mesmas ferramentas foi desarticulada pelo GCCO e Garras de Mato Grosso do Sul. Foram presos 10 suspeitos que agiam em Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso, onde está sediada a organização criminosa. Cinco outros suspeitos já estavam presos. Cinco deles de uma mesma família e residem numa chácara da localidade de Nossa Senhora da Guia em Cuiabá e de lá, articulavam roubos aos bancos em várias localidades. São quatro irmãos e a esposa de um deles. Para o delegado, a modalidade criminosa é diferenciada, mas gera lucro tão ou maior que as ações do novo cangaço. É um crime cuja pena é inferior ao novo cangaço, que oferece menos risco a quadrilha, que se presa permanece por um tempo reduzido na cadeia, observou o delegado.