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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quarta-feira, 01 de Julho de 2009, 19h:58

PCC

Assaltantes de Comodoro ficam no PR

TJ decide manter 3 acusados de roubar agência do BB na cidade em presídio federal de Catanduvas, depois de tentarem explodir penitenciária

Três acusados de participar da quadrilha que assaltou a agência do Banco do Brasil de Comodoro (cidade a 644 quilômetros da Capital) tiveram negado o pedido de habeas corpus e continuarão presos na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná. Os três são suspeitos de terem agido, juntamente a outros oito criminosos, a mando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), em setembro do ano passado. No assalto, pessoas ficaram feridas durante a operação de fuga do bando. A quadrilha estava fortemente armada e ainda levou revólveres utilizados pelos seguranças da agência bancária e policiais militares rendidos. O HC foi negado, por unanimidade, pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Conforme informações dos autos do processo, o que motivou a transferência dos acusados para o PR foram a alta periculosidade dos assaltantes e uma tentativa de fuga da Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos), onde se encontravam, com o uso de explosivos, inclusive. A permanência dos acusados no presídio de Catanduva foi mantida, de acordo com o entendimento da relatora do recurso, juíza substituta de Segundo Grau Graciema Ribeiro de Caravellas, em decorrência do fato de estar plenamente justificado pela tentativa de fuga deles da Penitenciária Central, sob pagamento de recompensa no valor de R$ 20 mil. De acordo com os autos, seriam utilizados explosivos para destruir um dos muros do presídio. Para a magistrada, o fato reforçou a necessidade de preservação da medida prisional. A maior parte dos integrantes da quadrilha também faz parte da mesma família, que teria origem no estado do Pará, especializada em assalto a bancos. Para agir em Comodoro, o bando teria gasto cerca R$ 15 mil com o aluguel de armas, ainda no Pará, e a munição teria sido comprada em Goiás. Pelo menos oito dos 11 integrantes do bando foram capturados pela polícia. Durante as investigações, a polícia também descobriu que o bando estava tentando comprar novo armamento, já que dez armas, sendo um fuzil AK 762 e outro 762 Parafal, ambos de uso exclusivo do Exército; uma escopeta, quatro pistolas 9 milímetros, três revólveres e mais de 800 munições de variados calibres foram apreendidas em Pontes e Lacerda, em poder de Josemar Ribeiro da Silva, 31, o “Neguinho”, um dos integrantes da quadrilha preso após tentar resgatar o armamento, que foi enterrado na região. No dia em que ocorreu o crime, a senadora Serys Slhessarenko acompanhava uma passeata na cidade em apoio ao então candidato à prefeitura do município pelo Partido dos Trabalhadores.

Edição EDIÇÃO 16960




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