POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008, 23h:14
A
A
CRIME DUPLO
Após cumprir 1/6 da pena, preso só dorme na cadeia
Dos seis envolvidos no assassinato da empresária Marluce Alves e do filho dela, Rodolfo Alves Lopes, em março de 2004, no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, um já está solto. Trata-se de Hildebrando Passos, condenado a 30 anos de prisão pelo crime. Como já cumpriu um sexto da pena e ainda teve o tempo remido por ter trabalhado, ganhou progressão de pena e está em regime semi-aberto. Livre durante o dia, ele tem que pernoitar na Casa do Albergado de Várzea Grande. Outro que está próximo de ser liberado é Benedito da Costa Miranda, o Piré, condenado a 30 anos e quatro meses. Ele cumpre pena na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos). Francisnei Rodrigues Pereira foi sentenciado por porte ilegal de arma. Pelo duplo assassinato foram denunciados também pelo Ministério Público Estadual (MPE) o ex-delegado Edgard Fróes e Josiel Correia da Costa, o Jô. O autor dos disparos, que na época tinha 17 anos, cumpriu três anos de atividades sócio-educativas. À exceção de Fróes, todos os outros indiciados no inquérito policial teriam confessado a participação no crime. Faltam ser julgados o ex-delegado e Josiel, que entraram com recurso e aguardam a decisão da apelação. No caso de Fróes, o recurso se encontra no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme a denúncia do MPE, Benedito, Hildebrando Passos, o Huck, e Alexandro de Campos Lemes, na época com 17 anos, foram contratados pelo motociclista Josiel Corrêa da Costa, o "Jô", para matar Marluce a mando de Fróes. O duplo assassinato ocorreu no dia 18 de março de 2004, na casa de Marluce. O crime, segundo o MPE, teria sido planejado pelo próprio delegado. Por meio de Froés, Marluce fazia o pagamento de uma dívida no valor de R$ 32 mil a um agiota. Porém, Fróes se apossou de três parcelas, no valor de R$ 5 mil cada, e Marluce começou a ser cobrada pelo agiota. Fróes, então, entrou em pânico ao saber que a empresária pretendia denunciá-lo à Corregedoria da Polícia Civil, segundo o Ministério Público. Por isso, teria bolado um plano para eliminar a empresária. Rodolfo só teria sido baleado porque estava no local no momento do crime. A arma usada no duplo homicídio foi emprestada por Francisney. Pelo serviço, combinado em uma pastelaria que fica no Porto, seriam pagos R$ 4 mil, sendo R$ 2 mil, após a concretização do crime e o restante, uma semana depois. (AR)