POLÍCIA
Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011, 19h:38
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MISTÉRIO
Ana Cristina foi morta por asfixia
Investigações a respeito do crime sugerem que criança pode ter sido assassinada com algum objeto que lhe impediu a respiração
ADILSON ROSA
Da Reportagem
As investigações do assassinato da menina Ana Cristina Costa Silva, de 8 anos, apontam que ela pode ter sido morta por asfixia, pois o corpo, mesmo em decomposição, não apresentava lesões externas. O criminoso pode ter usado algum travesseiro, pano ou mesmo uma sacola plástica, deixando a vítima sem ar, sem estrangulá-la. Ana Cristina desapareceu na quinta-feira de manhã de sua casa, no Jardim Passaredo, e o corpo foi encontrado no Jardim Industriário, anteontem à tarde. Outra informação divulgada pela polícia ontem revela um histórico de sofrimento da menina. Segundo policiais, Ana Cristina já havia sido violentada sexualmente quando tinha apenas três anos. As informações sobre este crime serão levantadas junto à Delegacia da Mulher a fim de auxiliar na apuração do assassinato. Ao ser localizada no domingo, a menina estava nua, reforçando a hipótese de que ela tenha sido abusada outra vez. Segundo o delegado Antônio Carlos Garcia, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o exame das vísceras da vítima é que poderá confirmar ou não a suspeita do assassinato por asfixia. A Polícia vai aguardar também o resultado de exames complementares para saber se a menina foi abusada sexualmente. Lesão externa não havia. Então, vamos esperar o exame das vísceras e também os complementares, para saber se houve abuso sexual. Só que esses resultados demoram, não saem em 24 horas, explicou o delegado. A forma como a menina foi executada chamou a atenção dos policiais, uma vez que não será possível apreender a arma do crime. Um caso semelhante foi dos dois sindicalistas de Poconé, conhecido como Caso Filãozeiros, mortos por asfixia também. Em agosto de 1994, os sindicalistas Francisco Lima de Jesus, o Chico e, Edmar Viana Pereira, o Pio, foram mortos por asfixia. O pai da menina, Paulo Pinho, disse não saber o que ocorreu. Ele relatou que saiu para comprar pão, na parte da manhã, e a filha, já acordada, queria que ele comprasse leite também. Minha filha queria leite e pão e comprei o que ela pediu. Quando voltei, ela não estava mais, lembrou. A mãe da menina também não viu porque ela estava nos fundos e só soube do desaparecimento assim que o marido chegou em casa. A partir daí, os familiares se empenharam na busca de Ana Cristina, que não tinha o costume de sair de casa. A tia da menina, Maria Auxiliadora Costa, quer justiça. Durante o velório, ocorrido no Ginásio de Esportes do bairro Tijucal, ela exigiu que o criminoso seja identificado e preso. Ela quer também a colaboração dos moradores.