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POLÍCIA
Terça-feira, 17 de Agosto de 2010, 19h:13

REVANCHE

Amigos de executado ameaçam vingar morte em supermercado

Para evitar uma “carnificina”, a Polícia Civil está tentando qualificar - conseguir o nome completo - dos dois jovens que participaram da execução do adolescente Rafael dos Santos Rosa, de 17 anos, morto no sábado de manhã dentro de um supermercado do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande. É que amigos do garoto disseram que vão ignorar o trabalho da polícia e vingarão a morte de Rafael. As investigações apontam para um crime passional (envolvido em paixão). O garoto foi morto no momento em que fazia reposição de verduras. A polícia receia que os dois suspeitos sejam executados nos próximos dias por pessoas ligadas ao adolescente. Os autores da execução de Rafael teriam deixado o Jardim União, onde residem, pois teriam sido avisados da vingança. A delegada Anaíde Barros, responsável pelo caso, informou que dois suspeitos já foram identificados, mas ainda precisa da qualificação e, com isso, solicitar a prisão preventiva. “Assim que tivermos o nome completo, vamos representar pela prisão dos dois”, informou. Ela acrescentou que uma equipe está no bairro buscando informações dos criminosos. Uma pessoa próxima da família de Rafael informou que o adolescente teria se envolvido com uma mulher ligada ao criminoso - não explicou se o pivô da questão seria uma namorada, companheira ou mesmo amiga. “Para que uma pessoa pratique um assassinato naquele horário e com dezenas de testemunhas, somente um caso passional mesmo”, observou um policial. Testemunhas disseram que o autor do assassinato se aproximou do setor onde estava o garoto e descarregou o revólver, deixando clientes e demais funcionários em pânico. “O crime ocorreu às 11 e meia da manhã. Tinha muita gente lá. Escutei os disparos e fiquei apavorado porque não sabia para onde ir”, relatou um cliente do supermercado. A princípio, Rafael teria brigado com um rapaz dias antes e estava nervoso porque poderia ser atacado novamente e procurava, de forma desesperada, informações sobre a venda de armas no bairro. Até então os policiais acreditavam se tratar de um acerto de contas comum entre jovens. “O adolescente só não esperava que isso ocorreria justamente no momento em que trabalhava, ainda mais num local movimentado e naquele horário”, assinalou um policial que participa das investigações. (AR)

Edição EDIÇÃO 16961




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