POLÍCIA
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014, 20h:29
A
A
MOTIVO TORPE
Algoz de universitário é acusado
O Ministério Público Estadual denunciou (acusou formalmente) o jovem Caio Neves Henrique Arruda, 21, pelo assassinato do estudante universitário André Luiz Capioto Esteves Neves, 24, executado a tiros quando estava sentado na cadeira da casa da namorada. O crime ocorreu no dia 2 de setembro deste ano no bairro Areão, em Cuiabá. Ele foi denunciado por homicídio duplamente qualificado motivo torpe e recurso que dificultou a defesa por parte da vítima. O promotor criminal João Augusto Gadelha ainda solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva. O suspeito foi preso dias depois. Em seu entendimento, o promotor destacou que não se pode olvidar (esquecer), nesse passo, que o conceito de ordem pública abrange não somente a tentativa de se evitar a reiteração delituosa, mas também o acautelamento social decorrente da repercussão negativa e do estado de intranquilidade efetivamente causado com a prática de crimes de homicídios, cuja violência encontra-se em ascensão, especificadamente, na baixada Cuiabana. Urge, portanto, a aplicação da Política Criminal do Direito Penal Máximo para restabelecer a ordem social. Conforme as investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, o acusado conviveu maritalmente com a proprietária da quitinete por aproximadamente três anos e, com o fim do relacionamento, ela passou a conviver com a vítima, entretanto, o suspeito não aceitava o término da relação, passando a ligar para a ex, constantemente, na tentativa de reatarem. As investigações chefiadas pelo delegado Walfrido Nascimento apontam que dois dias antes, André e a garota tiveram uma briga. A garota, então procurou o suspeito, fato que chegou ao conhecimento da vítima. No dia do crime, a garota foi ao local de serviço do estudante que conseguiu liberar-se para resolver seu problema conjugal. O casal então foi para a quitinete da vítima. Por volta das 20h, o acusado, chegou de moto e atirou de surpresa, acertando dois disparos por trás, no momento que o casal estava na sacada. Verifica-se motivo torpe causado por ciúmes, disse o representante do MP. (AR)