Agentes prisionais apreenderam 35 celulares sendo a maior parte smartphones que acessam a internet durante uma revista realizada no Raio 2 da Penitenciária Central do Estado. Na revista, realizada anteontem a tarde, os agentes apreenderam também 30 litros de bebida artesanal fabricada pelos próprios detentos a chamada marialouca, distribuídas em seis galões em que os presos as revende. Os agentes disseram que a apreensão da marialouca é mais comum do que se imagina, mas o que chamou a atenção é que os detentos do Raio 2 são estão os presos provisórios (sem condenação) de crimes considerados de maior periculosidade como roubo, estupro e tráfico de entorpecentes. A bebida artesanal é fabricada com água vinda nos galões e fermentada pelos presos. Esse tipo de bebida, misturada com entorpecente se transforma no coquetel da morte, usada em mortes encomendadas por facções criminosas. O laudo geralmente apresenta com causa indeterminada da morte. Os agentes lembraram que a entrada de celulares é proibida e muitas vezes chegam até os detentos através de familiares em dias de visitas e até de advogados. A bebida e os celulares foram apreendidos e levados para o Plantão Metropolitano da Capital. (AR)