POLÍCIA
Segunda-feira, 05 de Setembro de 2011, 19h:24
A
A
BANCO DO BRASIL
Agência da FEB é invadida por ladrões
Para render seguranças, assaltantes usaram armas de brinquedo. Apesar de conseguir limpar os caixas, 3 foram pegos pela polícia; um fugiu
DAFNE SPOLTI
Da Reportagem
Portando uma arma de brinquedo, quatro homens invadiram ontem o Banco do Brasil da avenida da FEB, em Várzea Grande, a quarta ocorrência com tentativa ou roubo de valores desde a madrugada do último sábado na Baixada Cuiabana. Um dos criminosos rendeu guardas, funcionários e clientes com a falsa arma em punho. Os assaltantes conseguiram levar R$ 143.871,10 dos caixas em moedas, cheques e cédulas. Porém, foram presos pela polícia. Um conseguiu fugir. O assalto começou por volta das 12h30. Os assaltantes roubaram as armas dos seguranças da agência utilizando o revólver de brinquedo. Partiram para os caixas para recolher o dinheiro. Do lado de fora um carro recém-roubado aguardava pelos criminosos um Corsa Classic preto e começou a fuga. Entretanto, com apoio de helicóptero da Polícia Militar foi possível identificar que tinham ido para o Centro Universitário Univag, onde se dispersaram. O primeiro assaltante, David Wilkel Araújo do Rego, de 27 anos, foi encontrado em um ônibus perto do Sesi do bairro Cristo Rei, com um revólver de calibre 38. Cláudio Pereira da Silva, 29, estava próximo ao carro roubado e portava a chave do veículo. Geliardes Messias de Lima, de 26 anos, se passou por estudante perto da guarita do Univag. Ele tinha uma pistola 380 e carregava na mochila com uma pistola 9 milímetros mais quatro revólveres de calibre 38. Na realidade, ao todo eles estavam com oito armas. Segundo o cabo PM Patrick Lauro de Almeida, da Rotam, o assalto foi descoberto porque soou o alarme da agência e, além disso, as câmeras bancárias mostraram as imagens para o Centro de Operações (Ciosp). A ação contou ao todo com cerca de 50 policiais. A Rotam e o Comando de Ação Rápida participaram das buscas, além do 4º Batalhão da PM. Os assaltantes disseram que não são de Mato Grosso. David e Cláudio informaram que são do Pernambuco. Geliardes, da Paraíba. Cláudio disse que jamais pensaram na possibilidade de atirar de fato em alguém. Ele disse que nunca cometeu nenhum crime, mas que estava desempregado e, por isso decidiu assaltar. Antes de estar sem emprego ele trabalhava como empilhador. O empresário Éder Faria, de 33 anos, é irmão de uma das funcionárias do Banco do Brasil que foi assaltado ontem. Para ele a população não pode aceitar e nem achar que é normal a sequência de assaltos em bancos. Ele lamentou que na profissão de bancário até pouco tempo havia segurança e estabilidade e hoje já não é uma profissão segura. Para Éder, a segurança pública precisa de mais investimento. Se comparar, o armamento dos assaltantes é equivalente ao da Polícia Militar, conclui. O assalto da tarde de ontem deu sequência à série de tentativas consumadas e não consumadas de roubos a agências bancárias e carros-fortes dos últimos dias. Algumas violentas, como o caso da Galeria Itália, em Cuiabá, em que dois seguranças e dois assaltantes morreram na troca de tiros; outras frustradas pelas polícias de Mato Grosso. Só no fim de semana um caixa-eletrônico do banco Bradesco foi explodido em Acorizal, um carro-forte foi alvo de uma tentativa de assalto dentro de um supermercado em Cuiabá, e, em Barão de Melgaço, a polícia prendeu uma quadrilha pronta para roubar o Banco do Brasil de Santo Antônio de Leverger um dos ladrões foi morto.