POLÍCIA
Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011, 19h:31
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RIO CUIABÁ
Afogamento pode virar crime passional
O que seria um caso de afogamento pode se transformar num crime passional (motivado por paixão). Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acreditam que o homem ainda não-identificado e encontrado morto ontem nas águas do rio Cuiabá seja Celso Gomes Serra, de 28 anos, que morava há cerca de oito meses com um rapaz embaixo da Ponte Sérgio Motta. O cadáver estava em estado de decomposição e, inicialmente, seria por afogamento, mas os policiais informaram que ele foi enforcado por uma corrente de corda que levava no pescoço. Os policiais explicaram que Celso não tinha parentes em Cuiabá. No início do ano, veio de Rondônia para a Capital e aqui conheceu o andarilho e os dois começaram a viver juntos embaixo da ponte. No último dia 16, um domingo, ele desapareceu e o companheiro só registrou queixa na quarta-feira, alegando não saber onde ele estaria. Disse aos policiais que ouviu dos peões da reforma da ponte que Celso teria sido morto com dois tiros. Como se trata de uma situação incomum, os policiais desconfiaram. O andarilho também não relatou que seu companheiro estava usando um colar de cordão, suficiente para enforcá-lo. As contradições no relato do andarilho chamaram a atenção dos policiais que, por sua vez, entendiam que o registro de desaparecimento seria uma forma de ficar livre da suspeita do sumiço do rapaz. Conforme o andarilho, os dois viviam juntos há cerca de oito meses. Eles se conheceram embaixo da ponte e iniciaram uma relação afetiva. No começo, alegou que ele (Celso) era seu primo. Depois, disse que não era mais primo e, por último, disse que os dois viviam juntos como um casal, explicou um policial que registrou a ocorrência de desaparecimento. O delegado Antônio Carlos Garcia, que atendeu a ocorrência, informou que vai depender de localizar os familiares de Celso em Rondônia para fazer a identificação. Caso seja confirmado que se trata mesmo de Celso Gomes, somente a partir daí que os policiais poderão interrogar o andarilho. Por se tratar de andarilho, não tem endereço certo. As informações dele são contraditórias. A começar dizendo que o companheiro foi morto a tiros. De qualquer forma é preciso confirmar se o afogado é mesmo a pessoa que ele diz que desapareceu, explicou. No Instituto de Medicina Legal o corpo continua como não-identificado. (AR)