O primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo deixou claro o efeito da pulverização dos direitos de transmissão na televisão brasileira. Brasil x Marrocos, no sábado (13), foi visto por 76,2 milhões de brasileiros nas 15 principais regiões metropolitanas do país, de acordo com o Ibope.
Destes, 50 milhões acompanharam a partida em algum canal da Globo, seja TV aberta, SporTV ou GE TV. Os outros 26,2 milhões foram alcançados por SBT, CazéTV e N Sports. O SBT chegou a 15,7 milhões de telespectadores. A CazéTV conseguiu 10,5 milhões.
O número chama atenção pela perda da Globo. Exclusiva na TV aberta em 2022 e com a CazéTV recém-criada, a empresa teve, sozinha, 74,9 milhões de espectadores na vitória contra a Sérvia, em 24 de novembro daquele ano. Comparando-se com 2026, há uma perda de 33% de público.
Mas isso não significa que o interesse pela seleção brasileira tenha diminuído. O que houve foi a perda de hegemonia da Globo. Com a entrada do SBT, que tem Galvão Bueno em sua narração, e a popularidade da CazéTV, o público não só mudou de canal, como se interessou ainda mais pelo jogo do Brasil.
Na Globo, houve certa decepção, mas pouca surpresa pela audiência pulverizada. A empresa, porém, não achou o resultado de todo ruim: mesmo com outras transmissões disponíveis, conseguiu seu recorde de públco em 2026.
No SBT, o resultado foi além dos 10 pontos, que eram considerados um sonho impossível antes do começo do Mundial. Chegou a picos de 12 pontos —e quer mais. Nos próximos dias, haverá aumento de divulgação para tentar atrair mais telespectadores da Globo.
A CazéTV comemora seus recordes históricos. Brasil x Marrocos e Espanha x Cabo Verde viraram as transmissões ao vivo de maior audiência da história do YouTube no mundo, com até 12 milhões de aparelhos conectados.
O número de aparelhos conectados na CazéTV é ainda maior que o alcance projetado pelo Ibope por causa da limitação da medição, feita apenas nas 15 principais metrópoles do Brasil.




