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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

POLÍCIA
Terça-feira, 16 de Março de 2010, 20h:02

CASO OSNI

Advogado cobra explicações sobre prisão

Defensor da família de Ataíde, vítima de um atentado cometido pelo policial civil, pede sindicância da PM para apurar por que militares não o prenderam

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O advogado Waldir Caldas Rodrigues entrou com pedido de informações junto à Corregedoria Geral da Polícia Militar para saber o motivo de os policiais militares não terem prendido em flagrante, na última sexta-feira à noite, o policial civil João Osni Guimarães que atirou 10 vezes com uma pistola ponto 40mm contra um Gol prata. No veículo estava Ataíde Francisco dos Anjos, de 40 anos, motorista que foi baleado na coxa e no tórax. Sua filha de 7 anos foi atingida de raspão. A esposa de Ataíde, que também estava no carro, saiu ilesa. O advogado vai solicitar que seja aberta uma sindicância para apurar o procedimento dos policiais, acionados pelo próprio policial civil, após abrir fogo contra o carro. Testemunhas disseram que os militares do 4º Batalhão isolaram o veículo e o levaram à Delegacia do Complexo do Verdão para que fosse periciado. Para Caldas, contratado pela família de Ataíde, o procedimento dos policiais militares não foi o correto, uma vez que estavam próximos do policial civil o tempo todo. “Ele (João Osni) estava lá o tempo todo com a arma na mão. O correto seria prendê-lo em flagrante”, apontou o advogado. Caldas acrescentou que vai acompanhar os dois inquéritos instaurados pela Corregedoria da Polícia Civil - um criminal, para apurar a dupla tentativa de homicídio, e um administrativo. Este último investiga a conduta do policial. Levado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, Ataíde passou pelo box de emergência e ficou em observação. Nesse ínterim, o policial se apresentou de forma espontânea na Delegacia do Complexo do Parque do Lago, na noite de sexta-feira. Ao delegado plantonista Fábio Silveira, Osni, também conhecido como “João Caveira”, alegou que estava sendo perseguido por um desconhecido que passou de carro várias vezes em frente de sua casa dias antes. Na sexta-feira à noite, ele ficou sentado numa cadeira em frente de sua residência. Nisso passou o Gol e ele suspeitou que se tratasse de alguém que o perseguia. Então, entrou em seu carro e seguiu o veículo, que foi fechado dois quarteirões depois. Ele começou a atirar deixando dois feridos. A família de Ataíde Francisco ficou em pânico, pois voltava para casa naquele momento. Ontem à tarde, Caldas esteve no PSVG e conversou com seu cliente. Segundo ele, Ataíde está ser recuperando das sequelas. O advogado acredita que a vítima deverá receber alta nos próximos dias.

Edição EDIÇÃO 16967




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