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POLÍCIA
Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011, 20h:16

JANGADA

Acusados de matar grávida são presos

Vítima era Lucélia Silva, que esperava um bebê de 6 meses. Ela foi envenenada por trio que acabou preso em uma fazenda do município, ontem

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Os três denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) no assassinato da jovem Lucélia Mendes da Silva quando estava grávida de seis meses, em junho do ano passado em Jangada (a 65 quilômetros da Capital), foram presos ontem de manhã numa fazenda do município. Trata-se de Odair de Oliveira Bastos, Francisney Arcanjo da Silva e Vergílio de Almeida Sobrinho. Eles estavam na fazenda do pai de Odair. Os três irão a júri popular pelos crimes de homicídio qualificado e, também aborto. A prisão ocorreu quatro meses após os envolvidos terem a prisão preventiva decretada. Os três são acusados de planejar e executar os crimes de homicídio e aborto contra Lucélia e seu filho. Na lista dos crimes inclui também ameaça e cárcere privado contra testemunhas. “Os três denunciados estão sendo acusados pela prática de crimes dolosos punidos com reclusão. É imprescindível a prisão preventiva para a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal”, destacou o Ministério Público. Conforme a denúncia, Odair teve um relacionamento amoroso com a vítima por um período, que resultou na gravidez. Lucélia passou a exigir apoio financeiro do denunciado, a fim de que ajudasse com as despesas da gestação. Com isso, Odair arquitetou e premeditou o assassinato junto com os outros dois acusados, segundo o MPE. Na noite do dia 30 de junho, os três foram até o local onde Lucélia morava, na zona rural de Jangada e, com requintes de crueldade, obrigaram a vítima, grávida de seis meses, a ingerir veneno. “O recurso que dificultou a defesa da vítima é manifesto, pois os denunciados Francisney e Vergílio utilizaram o subterfúgio de diálogo sobre o relacionamento daquela com Odair, bem como a sua gravidez, para que ela abrisse a porta da casa e permitisse a entrada deles sem maiores estardalhaços. Além disso, a ação dos dois homens impossibilitou que a vítima se defendesse”, destacou o Ministério Público na ação. Os três tiveram a prisão preventiva decretada no dia 19 de outubro pela comarca de Rosário Oeste. Desde então, não foram mais vistos na cidade, sendo considerados foragidos. O MPE não divulgou se a instrução criminal foi concluída ou se o caso consta na pauta do Tribunal do Júri daquela comarca.

Edição EDIÇÃO 16962




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