POLÍCIA
Quinta-feira, 22 de Março de 2007, 20h:06
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ALTA PERICULOSIDADE
4 presos de MT vão para Catanduvas
Quatro sentenciados do raio 5 da Penitenciária Regional de Pascoal Ramos embarcaram ontem de manhã para o presídio federal de Catanduvas (PR). Trata-se de Fábio Aparecido Marques do Nascimento, Damião Siqueira de Almeida, Lamarque Silva Peixoto e Edmilton Pereira da Silva, o Ferrugem, sendo estes dois últimos integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, segundo a Superintendência do Sistema Prisional. O ex-cabo PM Hércules Araújo Agostinho só não foi transferido porque uma decisão do Tribunal de Justiça impede sua saída de Cuiabá. Conforme o secretário-adjunto de Justiça e Sistema Prisional, Carlos Santana, os presos são considerados de alta periculosidade e exercem liderança sobre outros detentos. Com a transferência, as unidades prisionais passam a ter mais tranqüilidade. O Fábio liderou a rebelião no presídio de Sinop no início deste ano. O Damião participou de uma tentativa de seqüestro na região de Barra do Garças e o Lamarque foi preso com uma tonelada de cocaína no Mato Grosso do Sul. Tudo isso demonstra que eles são perigosos, exemplificou. Com a transferência dos quatro, chega a nove a quantidade de presos de Mato Grosso transferidos para a penitenciária de segurança máxima de Catanduvas. Carlos explicou que não há cotas de vagas. O tanto que for necessário. Nesse momento, faltava transferir o Hércules (Araújo Agostinho), mas uma decisão judicial impede, explicou. No final de janeiro, foram transferidos Fausto Durgo da Silva Filho, O Faustão, Reginaldo Miranda, Sandro Silva Rabelo, o Sandro Louco, Maurício Domingos da Cruz, o Raposão, e Márcio Lemos de Lima, o Marcinho PCC. A transferência foi autorizada pelo juiz federal de Curitiba, Flávio Antônio da Cruz, e pelo diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Maurício Kuehne, após o sistema prisional de Mato Grosso ter detectado a articulação de uma rebelião na Penitenciária do Pascoal Ramos. Os presos queriam se amotinar na tentativa de impedir a transferência dois cinco presos - somente Hércules ficou. O secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, disse que as transferências se devem a uma ótima relação entre o governo de Mato Grosso e o federal, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). (AR)