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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sábado, 10 de Novembro de 2012, 14h:17

CENTRO

2 assaltos registrados em 6 horas

Dois assaltos num intervalo de aproximadamente seis horas acabaram em troca de tiros na região central de Cuiabá. Os comerciantes reclamam da falta de policiamento e da presença de bocas-de-fumo e pontos de prostituição. Nesta sexta-feira (9), dois assaltantes levaram R$ 7,5 mil da filial da loja Novo Mundo, da Rua 13 de Junho. Paulo Terra Júnior, 36 anos, e Rafael dos Santos Ribeiro, 20 anos, conseguiram fugir do local, mas foram interceptados pela polícia. Paulo, que estava armado, conseguiu chegar à avenida Tenente Coronel Duarte, onde trocou tiros com um policial. Ele tentou fugir pelo telhado de uma garagem, mas acabou caindo e foi detido. O crime ocorreu por volta das 19h30, horas após outro assalto, no calçadão Galdino Pimentel, no início da tarde. Na ocasião, um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estava à paisana na joalheria alvo da ação dos bandidos. Diante do anúncio de assalto, o oficial reagiu. Na troca de tiros, ele e um dos assaltantes acabaram atingidos. O policial levou um tiro na perna. Já o bandido, conhecido como Neguinho, foi atingido na região do tórax. O outro envolvido no roubo, Acácio Cardoso de Araújo, 26 anos, foi detido por pessoas que passavam na rua e acabou preso. Vizinho da joalheria, o comerciante Feiz Fares reclama da falta de policiamento. “Um segurança particular custa caro e não seria necessário se tivesse pelo menos dois policiais rondando por aqui diariamente”, critica. Outro comerciante que preferiu não se identificar afirmou que a única época do ano em que a polícia é vista nas redondezas é no final do ano. “Acho que é época de formatura dos policiais, então eles são vistos, mas no resto do ano nunca tem ninguém. E essa rua é uma das movimentadas. Precisa de uma atenção maior”. Para Fares, uma das soluções seria a revitalização do centro histórico. Segundo ele, bares e hotéis da região são, na verdade, pontos para venda de drogas e prostituição. “De vez em quando eles vêm desmontam todos esses bordéis, mas não dá 20 dias e está todo mundo ali de novo”, diz o outro lojista. (LN)

Edição EDIÇÃO 16967




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