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MUNDO
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2015, 20h:45

PARIS/ATAQUES

Terroristas gastaram apenas 30 mil euros para atentados

O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, afirmou ontem que quem organizou os atentados de 13 de novembro em Paris "não terá gasto mais do que 30 mil euros". Em entrevista na capital francesa, Sapin afirmou que os financiadores de quem fez os ataques entregaram várias somas de valor reduzido, que são difíceis de detectar, utilizando sobretudo cartões de crédito pré-pagos. "O custo desses últimos ataques, o financiamento dos ataques, representa uma soma que não excede os 30 mil euros", garantiu, acrescentando que isso significa que os autores dos atentados "não necessitaram de grandes quantias de dinheiro para os preparar". A Unidade de Informações do Ministério das Finanças francês, a Tracfin, indicou que os cartões de crédito pré-pagos, alguns deles comprados na Bélgica, foram usados para pagar os carros e apartamentos utilizados nas 48 horas que precederam os atentados. O governo francês deseja modificar a Constituição para incluir um dispositivo que permita instaurar o estado de emergência "por uma duração máxima de seis meses", informaram fontes governamentais. Esta semana foi apresentado um anteprojeto de lei ao Conselho de Estado sobre a revisão da Constituição mencionada pelo presidente François Hollande depois dos atentados jihadistas de 13 de novembro em Paris. Hollande decretou estado de emergência na noite dos ataques e o Parlamento prolongou a medida por três meses, até 26 de fevereiro. A reforma constitucional pretende instaurar um "regime civil de crise" para atuar "contra o terrorismo de guerra", explicou Hollande em 16 de novembro. O governo também quer incluir na Constituição uma medida para retirar a nacionalidade francesa aos condenados por terrorismo que tenham duas cidadanias. A França já tem uma lei, muito pouco utilizada, que permite retirar a nacionalidade de uma pessoa com duas nacionalidades nascida na França "caso se comporte de fato como um cidadão de um país estrangeiro". A Constituição prevê atualmente o estado de sítio, mas não o estado de emergência, regido por uma lei adotada em 1955 e modificada pouco depois dos atentados.

Edição EDIÇÃO 16967




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