MUNDO
Sábado, 05 de Maio de 2012, 13h:43
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ESTUPRO COLETIVO
Strauss-Khan pode ser investigado
Investigadores franceses que examinam as ligações do ex-diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn com uma suposta rede de prostituição, na cidade francesa de Lille, querem estender o inquérito para cobrir um suposto estupro coletivo do qual ele e três amigos teriam participado, disseram promotores. Strauss-Kahn está sob investigação formal sobre se ele estava ciente de que lidava com prostitutas e cafetões quando frequentou festas de sexo em Lille, Paris e Washington em 2010 e 2011, supostamente organizadas por colegas de negócios. Os investigadores pediram aos promotores para ampliar o inquérito depois que uma prostituta disse a eles em seu depoimento que Strauss-Kahn e amigos a forçaram a ter relações sexuais em um grupo quando ela chegou a Washington para se encontrar com ele em dezembro de 2010. A mulher não apresentou uma queixa formal. "A promotoria está estudando o pedido", disse uma porta-voz dos promotores. ""Existem duas opções possíveis: o pedido é recusado ou a polícia abre uma investigação preliminar." O advogado de Strauss-Kahn, Henri Leclerc, se recusou a comentar a nova alegação. Em março, Leclerc prometeu contestar a investigação existente e disse que Strauss-Khan, ex-ministro das Finanças da França, estava sendo perseguido "por seus modos libertinos". No escândalo que acabou com a sua ambição de concorrer à Presidência francesa, Strauss-Kahn foi preso em Nova York em maio passado sob a acusação de tentar estuprar uma camareira. O caso foi posteriormente arquivado por causa da falta de credibilidade da camareira, Nafissatou Diallo. Ele deixou seu posto como chefe do FMI enquanto estava brevemente detido na prisão de Rikers Island, em Nova York. Depois que as acusações criminais foram retiradas, Nafissatou prosseguiu com um processo civil. Um juiz de Nova York esta semana rejeitou a alegação de Strauss-Kahn de imunidade diplomática, o que significa que o caso pode seguir em frente. ESCÂNDALO A prostituta envolvida no escândalo dos agentes do serviço secreto do presidente americano, Barack Obama, em Cartagena (Colômbia) disse que durante horas 'implorou' para receber de um deles o dinheiro que lhe era devido. "Eu disse para ele: temos um problema, porque se eu tivesse vindo por gosto seria totalmente diferente, mas eu não vim por gosto. Praticamente implorei a eles, das 06h30 da manhã até as 10h, para que desse meu dinheiro", contou a jovem, que se identificou como Dania Londoño. Segundo seu relato, ela e uma colega conheceram os agentes em um bar de Cartagena, sem saber que integravam a equipe do serviço secreto. Elas dançaram e tomaram duas garrafas de vodka antes de ir para o hotel onde os americanos estavam hospedados. "Eu disse para ele: Bom, meu amor, você tem que me dar US$ 800; esse é o presentinho que eu quero antes de ir contigo. Ele me disse: Ok baby, vamos para o hotel", contou. "Nem minha amiga nem eu sabíamos que eles eram agentes de Obama", acrescentou. Mas quando, no dia seguinte, pediu seu dinheiro, o agente falou em inglês: "'Me deixa, sua cachorra, que não vou te pagar nada". Segundo ela, o agente só pagou 50 mil pesos (US$ 27) para o táxi. O escândalo do serviço secreto explodiu quando Obama se encontrava em Cartagena para a 6ª Cúpula das Américas, em 14 e 15 de abril. Devido a isso, seis agentes do serviço secreto deixaram suas funções.