MUNDO
Sábado, 18 de Junho de 2011, 14h:11
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OBSERVADORES
Situação na Líbia continua indefinida
A proposta de eleição, mais uma em uma série de movimentações que as autoridades líbias retratam como concessão é rejeitada pelas potências ocidentais
Segundos observadores internacionais, a situação na Líbia parece ainda muito longe de um desfecho pró-rebeldes. Ou pró-Khadafi. Em meio às acusações de ambos os lados ditador líbio acusa a Otan de matar civis e os rebeldes denunciam pouco apoio por parte da OTAN -, os ataques continuam. Esta semana, rebeldes líbios rejeitaram a proposta do filho do ditador Muammar Khadafi, Saif al Islam, que teria se oferecido a promover eleições e renunciar caso fosse derrotado. Os Estados Unidos também rejeitaram a oferta. A proposta de eleição, mais uma em uma série de movimentações que as autoridades líbias retratam como concessões e que são rejeitadas pelas potências ocidentais como manobras, chega no momento em que a frustração cresce em alguns membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) por conta do lento progresso militar. Com quatro meses de conflito, os avanços dos rebeldes sobre Trípoli foram lentos, e semanas de ataques aéreos da Otan sobre a base de Khadafi e outros alvos não conseguiram acabar com o seu regime de 41 anos. SÍRIA Ativistas de oposição da Síria disseram que pelo menos 16 manifestantes pró-democracia morreram em protestos que se seguiram às tradicionais orações de sexta-feira no país e foram reprimidos pelas forças de segurança. De acordo com a imprensa estatal, vários policiais também foram baleados e pelo menos um morreu. As manifestações ocorreram em meio a uma ofensiva militar realizada pelo Exército no norte do país. Entidades de defesa dos direitos humanos e a ONU afirmam que mais de mil pessoas já morreram na Síria na repressão dos protestos, que começaram em março. A terceira maior da Síria foi palco da repressão mais violenta desta sexta-feira, onde foi registrado, segundo ativistas, o maior número de manifestantes mortos. A mídia estatal afirma que pelo menos um integrante das forças de segurança morreu e outros 20 foram feridos a tiros na cidade devido a ações do que foi descrito como "grupos terroristas armados". Ativistas reportaram a primeira morte de um manifestante na segunda maior cidade da Síria, Aleppo, no norte, que ainda não havia sido palco de protestos contra o governo. Também há relatos de distúrbios nos subúrbios da capital, Damasco. A TV estatal afirma que, na cidade de Deir Az-Zor, no leste da Síria, manifestantes armados atacaram o posto de comando militar e centro de recrutamento, ferindo policiais. Segundo a mídia estatal síria, os manifestantes formaram barricadas nas estradas, usando pneus em chamas e toneis de lixo. Os manifestantes exigem reformas democráticas no país e a saída do presidente Assad, que está no poder há quase 11 anos, depois de ter sucedido a seu pai, Hafez Al-Assad, que comandou a Síria por 30 anos.