Sete pessoas foram presas ontem em Miami sob a acusação de planejar um ataque terrorista contra a Sears Tower - o mais alto prédio dos EUA, em Chicago - e outros edifícios do governo. Segundo o indiciamento apresentado na Justiça da Flórida, os homens tentaram obter apoio da rede terrorista Al Qaeda para realizar os ataques contra o governo americano e construir um exército islâmico. O secretário da Justiça, Alberto González, disse em uma entrevista coletiva em Washington que o complô nunca foi além dos estágios iniciais de planejamento. Já o vice-diretor do FBI (policial federal americana, John Pistole, disse que as discussões sobre o ataque contra a Sears Tower eram "uma aspiração mais do que uma operação. Os homens, identificados como Narseal Batiste, Patrick Abraham, Stanley Grant Phanor, Naudimar Herrera, Burson Augustin, Lyglenson Lemorin e Rotschild Augustine, compareceriam a um tribunal em Miami ontem. O Departamento da Justiça afirmou que cinco deles são americanos e dois, haitianos - um dos quais estava nos EUA ilegalmente. De acordo com as autoridades, os acusados discutiram o ataque com um informante do FBI pensando que ele fosse um membro da Al Qaeda. Um dos homens, Batiste, disse ao informante que queria participar de um treinamento com seus "soldados e lançar uma "guerra contra os EUA. Os contatos tiveram início em novembro. O objetivo era "matar todos os demônios que pudermos'' em uma missão que seria "tão boa ou maior que o 11 de Setembro''. Para cumprir a missão, Batiste pediu ao suposto membro da Al Qaeda botas, uniformes, metralhadoras, rádios, veículos e US$ 50 mil. Os sete homens foram acusados de conspirar para causar dano ou destruir por meio de explosivos o prédio do FBI em North Miami Beach e a Sears Tower e de conspirar para lançar uma guerra contra o governo dos EUA e se opor à sua autoridade. Em nota, a gerência da Sears Tower disse que as agências de segurança "seguem nos dizendo que nunca encontraram evidências de uma ameaça terrorista crível que tenha ido além de discussões criminosas''.