MUNDO
Sábado, 28 de Setembro de 2013, 13h:04
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SÍRIA
Rússia não armas químicas com rebeldes
Segundo o governo russo, a ONU deve evitar que rebeldes sírios consigam armas químicas. Presidente do Líbano nega entrada de armas químicas sírias em seu país
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu a todos os membros da ONU ontem que trabalhem para evitar que as armas químicas possam cair nas mãos da oposição síria. Em declarações ao Canal 1 da televisão russa, horas depois que o Conselho de Segurança (CS) aprovou uma resolução sobre a destruição das armas químicas na Síria, Lavrov lembrou, além disso, que o documento exclui o uso da força sem que a questão volte a ser tratada pelo CS. "A resolução ressalta que é inaceitável que as armas caiam nas mãos de sujeitos que não representam o Estado, como é o caso da oposição (síria)", advertiu. A resolução aprovada na madrugada de sexta-feira - reiterou Lavrov - "enfatiza em especial que todos os países-membros da ONU, em primeiro lugar os vizinhos da Síria, devem tomar todas as medidas para que seu território não seja usado para abastecer a oposição com armas químicas e seus componentes". CONDENA O ministro russo reiterou que a resolução, que condena o uso de armas químicas na Síria e adverte a todas as partes em conflito que haverá "consequências" se elas voltarem a ser usadas, exclui o uso da força sem que a questão volte a ser tratada pelo CS. "A resolução exclui taxativamente o uso da força e qualquer uso do Capítulo 7 (da Carta das Nações Unidas, que regula a imposição de sanções e o uso da força)", reiterou Lavrov. O documento da ONU faz menção ao Capítulo 7, mas sujeito à aprovação de uma segunda resolução. RESOLUÇÃO O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou uma resolução na sexta-feira que exige a erradicação das armas químicas da Síria, mas não ameaça o presidente sírio, Bashar al-Assad, com uma ação militar automática se seu governo não cumprir a determinação. A aprovação unânime no Conselho de Segurança, formado por 15 países, encerrou semanas de intensos debates diplomáticos entre Rússia e Estados Unidos. A resolução é baseada em um acordo que os dois países alcançaram em Genebra no início do mês após o ataque com gás sarin que matou centenas de pessoas nos subúrbios de Damasco em 21 de agosto. NEGA O presidente do Líbano, Michel Suleiman, negou ontem que tenham entrado em seu país armas químicas do arsenal sírio e insistiu que o grupo xiita Hezbollah, envolvido na guerra na Síria, também descarta esta possibilidade. "Não se infiltraram armas químicas sírias no Líbano e não existem provas de sua presença no país", disse em entrevista publicada pelo jornal árabe internacional "Al-Hayat". Suleiman rejeitou que suas relações com o grupo xiita sejam tensas, mas ressaltou que o Hezbollah conhece sua opinião contrária à participação nos combates na Síria. HEZBOLLAH O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, assegurou há cinco dias que o regime sírio não entregou a seu grupo parte de seu arsenal químico. "Nunca pedimos a nossos irmãos sírios essas armas e também não faremos isso no futuro", destacou.