MUNDO
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011, 20h:04
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MUNDO ISLÂMICO
Reunião emergencial discutirá crise
No próximo dia 3, no Cairo, os chanceleres se reúnem para discutir a crise que avança sobre parte do mundo islâmico por meio de protestos contra os governos
RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil Brasília
Sob a ameaça de instabilidade política em pelo menos 12 países muçulmanos, a Liga dos Países Árabes que reúne 22 nações marcou uma reunião emergencial dos ministros das Relações Exteriores. No próximo dia 3, no Cairo (Egito), os chanceleres se reúnem para discutir a crise que avança sobre parte do mundo islâmico por meio de protestos contra os governos. No mês passado, na última cúpula da Liga dos Países Árabes, no balneário de Sharm el-Sheikh (Egito), o secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Amr Moussa, alertou sobre a insatisfação de algumas populações com os governos. A raiva e a frustração [das populações árabes] atingiram um nível sem precedentes, disse ele, na ocasião. A previsão era de a próxima reunião ocorrer apenas em 29 de março, mas o agravamento da situação de forma generalizada em vários países levou à convocação de uma sessão extraordinária. As informações são da Agência Lusa, de Portugal. Há 66 anos foi fundada a Liga dos Países Árabes, formada por 22 nações, com o objetivo de integrar e desenvolver a região, que tem em comum a religião, ao menos uma das línguas oficiais e costumes. Em abril está prevista para Lima, no Peru, a 3ª Cúpula dos Países da América do Sul e Árabes (Aspa). A proposta inicial era que ela fosse realizada nesta semana, mas a pedido das autoridades árabes em decorrência do agravamento da crise, foi adiada para a segunda quinzena de abril. EGITO A junta militar que governa no Egito pediu ontem o fim das manifestações registradas no Cairo e outras cidades por considerar que afetam a segurança e a atividade econômica. O pedido foi feito em um novo comunicado do Conselho Supremo das Forças Armadas divulgado pela rede de televisão pública, o quarto desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder desde 1981. O Conselho Militar do Egito espera finalizar mudanças na Constituição em dez dias e convocar um referendo sobre a nova lei em dois meses, abrindo o caminho para eleições democráticas, disseram ativistas ontem.