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MUNDO
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012, 21h:09

CONTRAÇÃO

Reino Unido volta a entrar em recessão e causa temores

A economia do Reino Unido voltou a entrar em recessão após registrar uma queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre de 2012, segundo dados divulgados ontem pelo Escritório Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês). A economia britânica, que já viveu uma recessão em 2008, encolheu 0,3% no último trimestre de 2011. Os dados divulgados ontem serão revisados nas próximas semanas, à medida que forem apreciados todos os indicadores econômicos. REVISÃO Com relação ao último trimestre do ano passado, as estatísticas foram revisadas para baixo, confirmando que a contração do PIB (Produto Interno Bruto) tinha sido superior à estimada, até o número final de 0,3%. Após o anúncio dos dados, o Tesouro, que previa um leve crescimento econômico para os três primeiros meses deste ano, atribuiu a queda aos efeitos da crise na zona do euro, onde os problemas de dívida impedem, na opinião do Reino Unido, a impulsão do crescimento. DESCENSO Segundo o ONS, a contração no primeiro trimestre de 2012 se deveu ao maior descenso em três anos da atividade no setor da construção, enquanto a indústria mostrou um crescimento plano. As estatísticas anunciadas ontem, piores do que as estimativas dos analistas, são uma má notícia para o governo de coalizão entre conservadores e liberal-democratas, que ansiava por sinais de recuperação econômica para continuar justificando seu programa de drásticos cortes. ALTA Tanto o Executivo como o Banco da Inglaterra esperavam uma alta do crescimento em 2012, o que teria evitado a recessão, definida (tecnicamente) por dois trimestres consecutivos de contração. Quanto ao restante do ano, o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR, na sigla em inglês) prevê que o PIB do Reino Unido crescerá 0,8% no total, frente a 2% em 2013 e a 2,7% em 2014. EUA O Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) repetiu ontem sua promessa de deixar as taxas de juros estáveis até pelo menos o final de 2014, mas deu poucas dicas sobre se poderá oferecer mais estímulos neste ano. O Fed descreveu a economia como se expandindo moderadamente, exatamente como fez em março, e disse que a taxa de desemprego caiu, mas continua elevada. O setor imobiliário apresentou alguma melhora, mas continua deprimido. Sobre a inflação, os dirigentes do Fed reconhecem alguns repiques nos últimos mas que foi somente temporário. COMUNICADO "No longo prazo, o crescimento econômico se recuperará", afirma o colegiado de dirigentes do Fed em seu comunicado oficial. A autoridade monetária ainda prevê a manutenção da taxa básica de juros "excepcionalmente baixa" até o final de 2014 ao menos. A decisão já era esperada por boa parte dos especialistas econômicos. Como nas reuniões anteriores, o dirigente do Fed (a divisão regional de Richmond) Jeffrey Lacker foi a única voz dissonante. Conforme o comunicado, ele não acredita que as condições econômicas vão garantir que a taxa de juros permaneça tão baixa por muito mais tempo.

Edição EDIÇÃO 16968




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