Nove pessoas morreram e 444 foram detidas nos distúrbios registrados durante os dois dias do referendo constitucional realizado no Egito, que contou com uma alta participação, segundo informou ontem o Ministério do Interior. Durante os dias 14 e 15 de janeiro, a polícia egípcia, em coordenação com as forças armadas, \"fez frente com firmeza aos partidários do terrorista grupo da Irmandade Muçulmana\", indicou um comunicado. O ministério denunciou que a confraria, que foi declarada \"grupo terrorista\" em dezembro e que tinha falado de boicote ao referendo, tratou \"de corromper o clima democrático no Egito\". No entanto, o ministério confirmou que os manifestantes conseguiram \"obstruir o processo do referendo em alguns comitês\" convocando protestos que terminaram em enfrentamentos, o que deixou nove mortos nas províncias de Guiza, Sohag e Beni Suef.