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MUNDO
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007, 19h:00

BOLÍVIA

Províncias articulam estatuto autônomo

Governadores dos 5 Departamentos opositores ao governo de apresentaram suas posições oficiais contra o que chamam de imposição do governo

Após a manobra parlamentar que aprovou o texto da futura Constituição da Bolívia, os governadores dos cinco Departamentos opositores ao governo de Evo - Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Cochabamba - apresentaram suas posições oficiais contra o que chamam de imposição do governo. Segundo o jornal boliviano La Razon, líderes de mais de dois terços do país afirmaram que seus estatutos autônomos de governo entrarão em vigor no próximo sábado, dia 15 de dezembro. O texto foi aprovado cinco dias antes da data-limite para a entrega do projeto, na sexta-feira. O presidente da Bolívia, Evo Morales, havia antecipado, de surpresa, na noite de sábado, a votação final do texto, que depois da aprovação geral obtida em Sucre ainda precisava ser votado artigo por artigo. O projeto será submetido a uma consulta popular, em data a ser definida. Se aprovada, espera-se que a nova Carta passe a vigorar já no segundo semestre de 2008. O governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, afirmou que os Departamentos opositores já definiram suas ações contra a nova Constituição. "Os estatutos autônomos serão socializados e serão seguramente aplicados a partir do dia 15. O presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Branko Marinkovic, assegurou que os Estados terão o próprio estatuto e sua autonomia. "Não vamos nos basear em uma Constituição feita com armas e manchada de sangue". Segundo o governador do Departamento de Santa Cruz, Rubén Costas, o estatuto é uma resposta negação ao presidente. "Dizemos não para esta imposição. Não, por atentar contra a unidade nacional. Não, por ser racista e excludente. Não, por pretender o domínio e a colonização territorial, cultural e econômica." Costas assegurou também que a nova Constituição manipula o voto soberano e fere a antinomia departamental por ser um instrumento para a destruição das liberdades básicas. Ele ainda convocou a organização de estudantes, universitários, intelectuais e trabalhadores para um protesto que "assuma a resistência pela defesa dos direitos e a consolidação da autonomia departamental".

Edição EDIÇÃO 16962




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