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MUNDO
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, 19h:51

INCÊNDIO

Prisioneiro brasileiro não morreu e está hospitalizado

A embaixada brasileira em Tegucigalpa confirmou ontem que o brasileiro Adílio Gomes Cabral, um dos detentos do presídio que pegou fogo na terça-feira em Comayagua (Honduras) está vivo, mas permanece internado. Anteontem, o embaixador Zenik Krawctschuk afirmou que o prisioneiro foi condenado pelos crimes de tráfico de pessoas e abuso de menores. Anteriormente, tanto a embaixada quando o Itamaraty haviam dito que o brasileiro estava entre os 355 mortos no incêndio. A informação foi, em seguida, corrigida. INCÊNDIO A tragédia ocorreu por volta da meia-noite de terça-feira, por causas ainda não esclarecidas. Autoridades investigam se o fogo decorreu de um curto-circuito ou foi provocado por detentos que davam início a uma rebelião. O local abrigava 850 presos, o dobro de sua capacidade. Na madrugada de ontem foi concluída a transferência dos corpos das vítimas para Tegucigalpa, onde equipes de médicos legistas já trabalham na identificação. Os corpos dos dois presos que morreram no hospital foram entregues aos familiares, confirmou à imprensa local o procurador-geral, Roy Urtecho. De acordo com os dados disponíveis, 30 presos foram levados para hospitais de Comayagua e Tegucigalpa, com queimaduras e fraturas. Alguns deles já estão de volta à penitenciária, situado a 80 quilômetros da capital hondurenha. Os familiares das vítimas pediram agilidade na identificação dos corpos para que possam fazer com rapidez os sepultamentos. As autoridades, no entanto, advertiram que as tarefas de identificação "levarão bastante tempo". PROCESSO Para tentar agilizar o processo, o secretário do Congresso Nacional, Rigoberto Chang Castillo, apresentou na quarta-feira à noite uma moção para que se permita a entrega sem autópsia dos corpos dos presos que possam ser identificados por seus parentes. Médicos forenses de Honduras, apoiados por especialistas internacionais, avançaram nesta quinta-feira na árdua tarefa de identificar os corpos calcinados dos presos que morreram na penitenciária de Comayagua, no centro do país.

Edição EDIÇÃO 16961




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