Premiê diz que vazamento pode prejudicar diplomacia
Wikileaks O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou ontem que os documentos da diplomacia dos Estados Unidos, vazados pelo site WikiLeaks, podem ter um efeito paralisante na diplomacia ao redor do mundo, forçando diplomatas a guardar informação. Segundo ele, o resultado será ruim para o jornalismo e ruim para a diplomacia. "Transparência é fundamental para nossa sociedade, e geralmente essencial - mas há algumas áreas, incluindo a diplomacia, que isso não é essencial", afirmou. Ele afirmou que foi o segredo que permitiu a Israel chegar a um acordo de paz com o Egito em 1979. Por outro lado, Netanyahu disse acreditar que os memorandos oferecem uma prova clara de que o mundo árabe concorda com a avaliação de seu país de que o Irã é o principal perigo para o Oriente Médio. Entre os documentos vazados domingo pelo WikiLeaks - mais de 250 mil no total -, consta um no qual o rei Abdullah da Arábia Saudita repetidamente pediu aos EUA que ataquem o Irã para destruir seu programa nuclear. O rei é uma das várias vozes árabes nos documentos que pedem por duras medidas contra Teerã - gerando acusações do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para quem o vazamento é um complô de Washington, que fez um esforço organizado para espalhar confusão entre o Irã e seus vizinhos árabes. Nações árabes do golfo Pérsico são conhecidas por sua cautela a respeito dos crescentes influência regional, poderio militar e atividade nuclear iranianos. Os documentos vazados, no entanto, revelam um grau muito maior de alarme nos pedidos para intervenção americana.