As cinco potências nucleares - EUA, China, Rússia, Reino Unido e França, todas membros do CS da ONU, prometeram acelerar a redução de seus arsenais
Os 189 países membros do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) adotaram ontem um detalhado plano de pontos que devem ser seguidos para que o mundo chegue ao desarmamento nuclear total, incluindo esforços por um Oriente Médio livre de armas atômicas. O documento final de 28 páginas foi aprovado por consenso entre todos os signatários do TNP no último dia da reunião que começou no dia 3 de maio para reafirmar os compromissos do acordo. Entre os pontos acordados está o comprometimento das cinco potências nucleares - EUA, China, Rússia, Reino Unido e França, todos os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU - a acelerar a redução de seus arsenais e tomar mais atitudes para diminuir a influência das armas atômicas. Os progressos deverão ser informados no ano de 2014. O texto também estipula a convocação de uma conferência em 2012 que visa "o estabelecimento de um Oriente Médio livre de armas nucleares e outros dispositivos de destruição em massa". Os principais temores da comunidade internacional frente a um Oriente Médio nuclear recaem sobre o Irã. As potências acreditam que Teerã enriqueça urânio para produzir armas, o que o governo nega. Por isso, o Conselho de Segurança estuda a aplicação de sanções contra o país persa. Israel, porém, também tem sido objeto de pressões internacionais. O Estado judeu não nega nem confirma que tem armas nucleares, mas especialistas dizem que o pais mantém um arsenal atômico. Israelenses e iranianos se acusam mutuamente de serem "uma ameaça" à região. EUA LAMENTAM Representantes do governo dos Estados Unidos afirmaram ontem que "lamentam profundamente" a ausência da assinatura de Israel na declaração final do Tratado de Não-proliferação ratificado por 189 países. A secretária adjunta de Estado americana, Ellen Tauscher, afirmou que Washington trabalharia com outros países do Oriente Médio para organizar uma conferência bem sucedida com o objetivo de criar uma zona livre de armas de destruição de massa na região. Tauscher, no entanto, se queixou de que a capacidade dos Estados Unidos para planejar a cúpula foi seriamente prejudicada, porque o documento final ignora Israel na seção do Oriente Médio, fato do qual os Estados Unidos "se lamentam profundamente". Israel tem sido objeto de pressões internacionais. O Estado judeu não nega nem confirma que tem armas nucleares, mas especialistas dizem que o pais mantém um arsenal atômico. Israelenses e iranianos se acusam mutuamente de serem "uma ameaça" à região. O documento final de 28 páginas foi aprovado nesta quinta por todos os países signatários do TNP e estipula a convocação de uma conferência em 2012 que visa "o estabelecimento de uma Oriente Médio livre de armas nucleares e outros dispositivos de destruição em massa".