Potências da ONU acertam um novo esboço de sanções
Sete países importantes concordaram com uma proposta de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Coreia do Norte ontem, colocando fim a semanas de divergências quanto ao plano de ampliar as sanções contra Pyongyang pelo recente teste nuclear e pelo programa de armas nucleares desenvolvido pelo país. O esboço de resolução, escrito pelos Estados Unidos e endossada pelos quatro outros membros permanentes do Conselho de Segurança, além do Japão e da Coreia do Sul, estava sendo debatido numa reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança integrado por 15 países. "Se tudo caminhar bem, esperamos votar sobre a resolução na sexta-feira", disse à Reuters um diplomata da ONU sob a condição de anonimato. NEGOCIAÇÕES O acordo pôs fim a mais de duas semanas de negociações a portas fechadas que contrapôs cinco potências exigindo duras sanções contra Pyongyang pelo teste nuclear de maio - EUA, Grã-Bretanha, França, Japão e Coreia do Sul - à Rússia e à China, que argumentavam contra penalidades severas para a Coreia do Norte. A proposta de resolução, obtida pela Reuters, "condena nos mais fortes termos" o teste nuclear da Coreia do Norte no mês passado e "exige que (o país) não conduza outro teste nuclear nem realize nenhum lançamento usando tecnologia de míssil balístico". O resultado final refletiu que os comprometimentos satisfizeram as objeções da China e da Rússia. Pequim e Moscou haviam se oposto aos termos dos textos anteriores que exigiam que os países inspecionassem embarcações da Coreia do Norte transportando carga suspeita que pudesse violar um embargo parcial da ONU sobre o comércio e armamentos. APELO Na última versão, o Conselho de Segurança "apela para" que os países inspecionem essas embarcações, mas não exige o procedimento. No entanto, a resolução proposta exige que os países neguem combustível para qualquer embarcação suspeita da Coreia do Norte.Os EUA também pressionaram por uma ampliação obrigatória das sanções financeiras contra Pyongyang. Mas a resolução "apela para" que os países não deem início a mais nenhum comprometimento financeiro com a Coreia do Norte, a não ser em projetos humanitários e de desenvolvimento. A resolução também amplia o embargo parcial de armas contra Pyongyang para proibir a exportação de todas as armas pela Coreia do Norte, mas permite que Pyongyang continue a comprar armas pequenas, desde que as vendas sejam relatadas à ONU.