O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, chegaram a um acordo para reconhecer o Estado de Israel implicitamente, o que pode pôr fim à crise dentro do governo palestino, que já dura semanas e deixou mortos e feridos entre membros de dois partidos políticos e grupos terroristas, Hamas e Fatah [este último ligado à ANP]. Até agora, o Hamas [no governo desde que foi eleito democraticamente, em janeiro deste ano] se negava a reconhecer a existência de Israel e pregava sua destruição. O documento firmado entre o Hamas e a ANP, chamado de Plano dos Prisioneiros, deveria ser assinado ainda ontem, mas não há informações detalhadas sobre a forma como foi redigido o texto. Também não foi informado se Abbas cancelará o referendo popular que tinha convocado para 26 de julho sobre o plano. O Plano dos Prisioneiros, entre outras coisas, prevê a criação de um Estado palestino nas fronteiras determinadas antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967.