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MUNDO
Quarta-feira, 15 de Junho de 2011, 20h:31

ORIENTE MÉDIO

Patriota defende ação militar na Líbia

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, defendeu também a participação dos EUA nas operações militares da zona de exclusão aérea na Líbia

ROBERTA LOPES
Da Agência Brasil – Brasília
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, defendeu ontem a participação dos Estados Unidos nas operações militares da zona de exclusão aérea na Líbia. O chanceler lembrou que iniciativa conta com o respaldo do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A ação é comandada pela Organização do Atlântico Norte (Otan). Porém, em 17 de março, quando o tema foi votado no conselho, o Brasil se absteve. A resolução foi aprovada por dez dos 15 membros do conselho. O Brasil, a China, a Rússia, a India e a Alemanha se abstiveram. Não houve votos contrários à medida, que era defendida por França, Inglaterra, Líbano e os Estados Unidos. Para o governo brasileiro, a adoção de uma área de exclusão aérea pode levar ao agravamento da violência na região. Porém, a ONU entende que o objetivo da medida é proteger civis nos conflitos entre as forças aliadas do presidente líbio, Muammar Khadafi, e a oposição. REAÇÃO A reação de Patriota foi em resposta a perguntas que lhe foram dirigidas durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o chanceler disse que um dos argumentos decisivos para a vitória do presidente Barack Obama nas últimas eleições foi sua posição sobre a participação de tropas americanas em ações internacionais. Obama rejeita ações militares unilaterais – sem autorização do Conselho de Segurança da ONU – em outros países. “Essa intervenção [na Líbia] contou com o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas [ao contrário daquela feita no Iraque durante o governo do ex-presidente George W. Bush, em 2002]”, disse Patriota. Para o chanceler, é fundamental que as intervenções militares “repeitem a Carta das Nações Unidas”, seguindo as determinações da comunidade internacional, e adotando as posições definidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Colaborou Renata Giraldi) TENSÕES As tensões na Líbia e na Síria devem ser tratadas de formas distintas pelo Brasil, segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Para o chanceler, em ambos os países há uma “escalada de violência”, mas a diferença é que o presidente da Síria, Bashar Al Assad, demonstra interesse no diálogo diferentemente do governo do líbio, Muammar Khadafi. “O que percebemos foi um aumento das ações de violência [envolvendo os conflitos entre os oposicionistas e as forças aliadas de Khadafi]”, disse o chanceler. Na Síria, manifestantes enfrentam as forças de segurança de Assad em defesa da renúncia do presidente e de eleições imediatas. Para os que protestam contra o governo, Assad e sua equipe são alvos de suspeitas de irregularidades no uso do dinheiro público, atentados contra a liberdade e violação dos direitos humanos.

Edição EDIÇÃO 16967




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