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MUNDO
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014, 20h:10

REAÇÃO

Paquistão vai executar 555 terroristas

O anúncio vem seis dias depois de um atentado taleban matar 148 pessoas, entre elas 133 crianças, num colégio militar perto da fronteira

O Paquistão vai executar 555 condenados à morte nas próximas duas ou três semanas, afirmou ontem Chaudhry Nisar Ali Khan, ministério do Interior do país. Deles, 55 deles devem ser enforcados já nos próximos dias. O anúncio vem seis dias depois de um atentado taleban matar 148 pessoas, entre elas 133 crianças, num colégio militar em Peshawar, perto da fronteira com o Afeganistão. Depois do episódio, Islamabad revogou a suspensão da pena capital no país, que estava em vigor desde 2008, e anunciou a retomada das execuções dos condenados por terrorismo. Seis deles já foram executados. "O Ministério do Interior acabou a lista dos condenados que já esgotaram todos os recursos possíveis. Suas demandas de clemência foram rechaçadas pelo presidente e eles serão executados nas próximas semanas", disseram autoridades paquistanesas. Há quase 8 mil condenados à morte presos no Paquistão. A retomada da pena de morte afeta somente aqueles condenados por atos de terrorismo. FIANÇA REVOGADA Uma corte australiana suspendeu a liberdade sob fiança ontem da cúmplice do sequestrador de Sydney, que manteve 17 pessoas reféns por 16 horas em uma cafeteria. Amirah Droudis, que pagou fiança pela acusação de matar a mulher do sequestrador, deve voltar à prisão para aguardar o julgamento. Man Haron Monis, o refugiado iraniano que rendeu o grupo na cafeteria Lindt em Sydney, é acusado de auxiliar no assassinato de sua mulher e também estava sob fiança. Haron morreu junto com dois reféns após a ação da polícia. Entre os reféns feridos, está a brasileira Marcia Mikhael. O caso recebeu muitas críticas já que Haron, acusado e condenado por vários crimes, não estava na lista de suspeitos de terrorismo na Austrália e não era vigiado pelas autoridades. SUSTO O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, pediu ontem, em entrevista à imprensa, que as pessoas não tirem conclusões precipitadas sobre o incidente que deixou 11 feridos no fim da tarde de anteontem) em Dijon. Um homem avançou com o carro sobre pedestres gritando “Allahu Akbar”, que significa “Deus é o maior”. Desde que o Estado Islâmico incentivou seus militantes a atingir países que participam da coalizão liderada pelos Estados Unidos na Síria e no Iraque, a França está em alerta máximo contra ataques terroristas.

Edição EDIÇÃO 16962




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