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MUNDO
Sexta-feira, 04 de Novembro de 2011, 19h:42

DILMA

País não fará contribuição direta ao Feef

Líderes do G20 (grupo que reúne as nações mais ricas e emergentes) fracassaram em chegar a um acordo sobre formas concretas de aumentar os recursos para o FMI

O Brasil não contribuirá para o Feef (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira), afirmou ontem a presidente Dilma Rousseff, que em troca manifestou a disposição do governo brasileiro em aumentar a contribuição para o FMI (Fundo Monetário Internacional) para que enfrente a crise financeira. "Não tenho a menor intenção de fazer contribuições diretas", afirmou Dilma à imprensa ao final da cúpula do G20 em Cannes, realizada em Cannes (sul da França). "Por que eu teria que fazer isso se nem eles (os europeus) têm a intenção de fazê-lo?", disse a presidente ao ser perguntada sobre a possibilidade de o Brasil contribuir para o fundo de resgate europeu. Os países da Eurozona decidiram no dia 27 de outubro em Bruxelas aumentar a capacidade de ação do Feef para até 1 trilhão de euros para socorrer países afetados pelo contágio da crise da dívida originada na Grécia e que colocariam em perigo toda a Eurozona. Este é o caso da Itália, terceira maior economia da Eurozona, que está sendo alvo dos mercados e que nesta sexta-feira passada solicitou ajuda ao FMI e à Comissão Europeia para que supervisionem o cumprimento das medidas que foram adotadas para reduzir seus desequilíbrios fiscais e sua colossal dívida de 1,9 trilhão de euros (120% do PIB). Dilma reiterou, no entanto, o compromisso do Brasil em aumentar a contribuição ao FMI, já que esta instituição oferece "garantias" para o dinheiro que sai das reservas e do "suor do povo brasileiro", disse de forma taxativa. Segundo a presidente, o Brasil está disposto a realizar uma contribuição ao FMI mediante "ações bilaterais" para aumentar sua capacidade de empréstimo anual, que atualmente é de US$ 396 bilhões. Contudo, durante a reunião do G20, que esteve praticamente monopolizada pela crise da dívida na Europa, não foi discutido o processo desse aumento, que ficou nas mãos dos ministros da Fazenda do fórum, que se reunirão no início de dezembro. Para a presidente brasileira, "uma ampliação do FMI em um momento de crise é muito importante para reduzir riscos sistêmicos". PROMESSA Líderes do G20 (grupo que reúne as nações mais ricas e emergentes) fracassaram em chegar a um acordo sobre formas concretas de aumentar os recursos para o FMI (Fundo Monetário Internacional), apesar de terem reconhecido que o fundo precisa ser reforçado para que possa ajudar a resolver a crise da dívida na zona do euro.

Edição EDIÇÃO 16962




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