A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) abriu uma investigação para esclarecer a morte de 52 civis em um ataque com foguetes ocorrido no último dia 23 na Província afegã de Helmand, no sul do país. A organização não confirma ou desmente o presidente afegão, Hamid Karzai, que acusou a Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança), da Otan, de cometer o ataque. "Há uma investigação em curso sobre os fatos e, por enquanto, não há evidências que confirmem as acusações", afirmaram fontes da Otan à Efe. MORTES Anteriormente, o porta-voz da Otan, Wayne Shanks, havia dito que informações iniciais não confirmam as mortes de civis devido ao ataque com foguete. Segundo ele, forças da Otan e insurgentes entraram em confronto na sexta-feira em uma área próxima, mas não haveria evidências de que a ação estaria ligada ao lançamento de foguetes em Regi. Em um comunicado, o presidente afegão, Hamid Karzai, divulgou a informação que a inteligência afegã determinou sobre a ação da Otan contra a vila de Regi, no distrito de Sangin, localizado na Província de Helmand. As vítimas da ação - condenada por Karzai - incluiriam mulheres e crianças. "Uma casa na província de Helmand foi atingida por um foguete disparado pelas tropas da Otan-Isaf, causando a morte de 52 civis, incluindo mulheres e crianças', indicou o comunicado da Presidência. "O presidente expressou suas condolências por telefone às famílias de luto e pediu que a Otan aplique todas as medidas possíveis para evitar ferir civis durante as operações militares", acrescentou a nota. Aldeões citados pela agência de notícias afegã AIP disseram que vários civis morreram ou ficaram feridos em um ataque de helicópteros da Otan ocorrido na semana passada. A Isaf disse que sabia das acusações, mas que não dispunha de dados confiáveis sobre a ação.