MUNDO
Sábado, 19 de Junho de 2010, 13h:44
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GAZA
ONU faz nova proposta de investigação
Governo israelense anunciou a criação de uma comissão com a participação de dois observadores estrangeiros para investigar o ataque à frota humanitária
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu novamente que Israel concorde com uma investigação internacional sobre o ataque da Marinha do país à frota humanitária que seguia para Gaza. Ele afirmou que está contente pelo fato de Israel se comprometer a suavizar o bloqueio a Gaza e deixar mais produtos entrarem no território. Em meio à pressão internacional, Israel anunciou quinta-feira uma flexibilização do bloqueio a Gaza, porém as restrições navais, de trânsito dos palestinos para fora do território e a maioria das proibições quanto à exportação e entrada de materiais foram mantidas. Ban também disse que as investigações israelenses sobre o ataque de 31 de maio são importantes, mas não terão "credibilidade internacional", por isso ele continua insistindo que o governo de Israel concorde com a participação internacional e da Turquia. Na segunda-feira, Ban Ki-moon, já havia dito que a proposta de investigações internacionais segue "sobre a mesa", apesar da decisão do governo de Israel de criar uma comissão interna para estudar o incidente. COMISSÃO Israel anunciou na segunda-feira, a criação de uma comissão com a participação de dois observadores estrangeiros para investigar o ataque à frota em 31 de maio. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que o objetivo principal da investigação é provar ao mundo que a ação foi apropriada e seguiu padrões internacionais. "A decisão do governo vai deixar claro ao mundo que Israel agiu legalmente, com responsabilidade e com total transparência", disse Netanyahu, citado pelo jornal israelense "Haaretz". Ela que será presidida pelo juiz aposentado da Suprema Corte, Yaakov Tirkel, de 75 anos, e os dois observadores estrangeiros serão o prêmio Nobel da Paz irlandês David Trimble, ex-político protestante, e o ex-procurador geral do Exército canadense Ken Watlkin. A Turquia, país de origem de boa parte dos cerca de 700 ativistas da embarcação atacada pelo Exército israelense, se mostrou contra a iniciativa. Os Estados Unidos responderam ao anúncio público feito por Israel afirmando que é "um passo à frente" e que esperam que as investigações terminem "rapidamente", declarou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em um comunicado. "Ainda que Israel precise de tempo para concluir o processo, esperamos que as investigações da comissão e do Exército (israelense) sejam feitas rapidamente", disse Gibbs. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou-se insatisfeito e afirmou lamentar a decisão israelense de investigar com comissão própria o ataque à "Frota da Liberdade".