Um adicional de 30 monitores da Organização das Nações Unidas deve chegar à Síria para se unir a uma equipe avançada de sete observadores que verificam o cumprimento de um frágil cessar-fogo, que não conseguiu pôr fim ao derramamento de sangue no país, disse um porta-voz do enviado Kofi Annan nesta sexta-feira. Ao menos 23 pessoas morreram, dez delas em decorrência de uma bomba que alvejava as forças de segurança. A maior parte das outras vítimas foi atingida pelos bombardeios das forças do ditador Bashar al Assad na cidade de Homs, prejudicando ainda mais a trégua. INSURREIÇÃO Como as orações de sexta-feira costumam ser um momento semanal crítico para a insurreição, os monitores decidiram não sair para ambientes externos. Eles afirmaram que não querem ser "usados como uma ferramenta para agravar a situação". Um dia antes, eles foram cercados por manifestantes anti-Assad em suas incursões iniciais pelo país. O adjunto do enviado de paz Kofi Annan, o ex-chanceler palestino Nasser al-Kidwa, criticou os dois lados, mas especialmente as forças do governo, por se recusarem a parar por completo o confronto. "Não observamos muito um cessar-fogo", disse à televisão France 24. "A situação, claro, não é boa. Há muitas razões para se preocupar com a falta de implementação, ao menos a falta de implementação completa por parte do governo sírio e talvez de algumas outras partes também."