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MUNDO
Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013, 20h:43

IRÃ/ARMAS

Obama promete mais rigor nas negociações

Barack Obama promete firmeza; Netanyahu pede desmantelamento de programa nuclear do Irã; Governo de Israel estuda assinar tratado que proíbe armas químicas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que acompanhará com atenção as próximas negociações com o Irã sobre seu programa nuclear. Obama, que recebeu na Casa Branca o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também advertiu que a opção militar continua sobre a mesa para fazer com que o Irã respeite suas obrigações. "Devemos testar a diplomacia, devemos comprovar se são sérios em sua vontade de agir de acordo com as normas e leis internacionais", disse o presidente americano se referindo às autoridades de Teerã. "Vamos a essas negociações muito atentos" e "manteremos todas as nossas opções sobre a mesa, incluindo as militares". Mas Netanyahu insistiu que o Irã deve desmantelar seu programa nuclear militar e pediu a manutenção ou até o reforço das sanções contra a República Islâmica. "Definitivamente, é necessário que o Irã desmantele completamente seu programa nuclear militar", afirmou. "É preciso manter esta pressão", disse. "Se o Irã continuar avançando com seu programa nuclear durante as negociações, as sanções devem ser reforçadas", acrescentou o líder israelense. Netanyahu fez essas declarações junto ao lado do presidente Obama, que o recebia na Casa Branca, três dias depois de uma histórica conversa por telefone entre o mandatário americano e seu colega iraniano, Hassan Rohani. Considerado pelos especialistas como a única potência nuclear do Oriente Médio, Israel é membro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e nunca reconheceu formalmente possuir uma bomba atômica. ELOGIO Barack Obama elogiou a valentia demonstrada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao retomar as negociações diretas com os palestinos. "Saúdo que encare com boa fé as negociações com a Autoridade Palestina. Aprecio a valentia demonstrada pelo primeiro-ministro para avançar" em direção a um acordo de paz, afirmou Obama. As negociações foram retomadas no fim de julho, depois que o secretário de Estado John Kerry dedicou meses a viagens e conversas com as duas partes para fazê-las voltar à mesa de negociações. No entanto, poucos detalhes vazaram após sete rodadas de negociações, depois do apelo de Kerry por discrição com o objetivo de não envenenar a atmosfera. O presidente palestino, Mahmud Abbas, advertiu na Assembleia Geral da ONU, na semana passada, que as negociações oferecem a última oportunidade para a paz na região. TRATADO O governo israelense vai estudar seriamente assinar o tratado internacional que proíbe armas químicas depois que a Síria anunciou que vai destruir seu próprio arsenal tóxico, disse o presidente de Israel, Shimon Peres, ontem. Israel permanece como um dos seis países no mundo que não assinaram a Convenção de Armas Químicas de 1997, depois da adesão síria neste mês.

Edição EDIÇÃO 16968




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