MUNDO
Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 21h:15
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LÍBIA
Obama permite ajuda secreta aos rebeldes
O chanceler da Líbia, Moussa Koussa, abandonou o governo do ditador Muammar Khadafi e voou da Tunísia para o Reino Unido em busca de refúgio político
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma ordem que autoriza o apoio secreto do governo norte-americano às forças rebeldes que tentam derrubar o ditador líbio, Muammar Khadafi. A ordem teria sido assinada nas últimas duas ou três semanas, segundo quatro fontes do governo americano familiarizadas com o assunto. Tais decisões são a principal forma de diretriz presidencial usada para autorizar operações secretas da CIA [agência de inteligência americana]. Procuradas pela Reuters, tanto a CIA quanto a Casa Branca se recusaram a comentar de imediato. Em entrevista à rede de TV NBC na terça-feira à noite, Obama disse que Khadafi está amplamente enfraquecido e "não tem o controle da maior parte da Líbia neste momento", acrescentando que não descarta a possibilidade de fornecer armas aos rebeldes. A questão sobre armar ou não os rebeldes líbios para que possam fazer frente às forças leais a Khadafi causa polêmica. Ontem, o secretário-geral da Otan, Andres Fogh Rasmussen, rejeitou a possibilidade. Ontem, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a coalizão de forças internacionais que está lançando ataques na Líbia não tem o direito de armar os rebeldes. Combatentes rebeldes, principalmente forças armadas com armas leves e em caminhonetes, disseram ter sido superados pela potência e alcance das armas de Khadafi. ABANDONO O chanceler da Líbia, Moussa Koussa, abandonou o governo do ditador Muammar Khadafi e voou da Tunísia para o Reino Unido em busca de refúgio, confirmou ontem o governo britânico. Ele era um dos principais aliados de Khadafi, e responsável pela política externa que integrou a Líbia de volta à comunidade internacional, após anos sofrendo sanções. De acordo com comunicado do ministério de Relações Exteriores britânico, Koussa chegou ao Reino Unido e está renunciando ao cargo. Segundo a nota, ele voou vindo da Tunísia, "por sua própria vontade". "Ele nos disse que irá renunciar ao cargo", diz o texto.