MUNDO
Terça-feira, 23 de Março de 2010, 20h:43
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SAÚDE
Obama assina reforma histórica no sistema
Nem bem a lei foi assinada pelo presidente Obama, 14 estados americanos entraram com processo na Justiça questionando a constitucionalidade da reforma
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou ontem a lei que reforma o sistema de saúde americano e estende a cobertura médica a 32 milhões de americanos, assinalando que a nova legislação abre uma "nova era nos EUA". Nem bem foi assinada, 14 estados americanos entraram com processo na Justiça ontem questionando a constitucionalidade da reforma. Em cerimônia na Casa Branca, aplaudido por apoiadores entusiásticos, Obama disse: "Hoje, após quase um século de tentativas; hoje, após mais de um ano de discussões; hoje, após todos os votos terem sido contados, a reforma do sistema de saúde se torna lei nos Estados Unidos da América". JUSTIÇA Catorze Estados americanos entraram com processo na Justiça ontem questionando a constitucionalidade da reforma no sistema de saúde dos Estados Unidos, momentos após o presidente Barack Obama ter assinado o histórico projeto de lei. Os governos de 13 Estados - 12 republicanos e um democrata -, liderados pela Flórida, entraram com uma ação alegando que a reforma viola os direitos dos Estados garantidos pela Constituição americana. O procurador-geral republicano da Virgínia abriu um processo separado ontem, pedidno um juiz federal para invalidar a reforma aprovada pelo Congresso, majoritariamente democrata. O processo dos 13 Estados americanos em conjunto foi aberto por via eletrônica, em um tribunal federal da Flórida, segundo o gabinete do procurador-geral da Flórida, Bill McCollum, que é republicano. A reforma foi aprovada domingo no Congresso depois de um ano de árduas negociações. Obama disse que os EUA são abençoados por terem líderes e parlamentares que "não pensaram apenas no curto prazo e nas eleições". DISCURSO Em discurso buscando convencer a população sobre os benefícios da mudança, Obama afirmou que a legislação vai reduzir o deficit americano em mais US$ 1 trilhão. "Não somos uma nação que tem medo, não somos uma nação que faz o que é fácil, somos uma nação que faz o que é difícil e necessário, somos uma nação que enfrenta seus desafios, somos uma nação que traça seu próprio destino, isso é o que somos e é isso o que nos faz ser os Estados Unidos da América."