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MUNDO
Sábado, 13 de Novembro de 2010, 11h:37

CS DA ONU

Obama apoia assento permanente ao Japão

A aliança de segurança entre os dois países é considerada pelos parceiros como a base da paz e da estabilidade na região da Ásia-Pacífico

Após reunião com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou ontem seu apoio às aspirações do Japão de ter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Obama e Kan se reuniram antes do começo da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que foi inaugurada ontem em Yokohama (Japão). Em breves declarações à imprensa após o encontro de meia hora de duração, Obama assegurou que o Japão é o modelo de país que deveria contar com um assento permanente no organismo decisivo da ONU. "É nossa opinião há algum tempo que o Japão é o tipo de país que queremos ver como membro permanente do Conselho de Segurança", disse. O presidente americano, que tem no Japão a última etapa de uma viagem pela Ásia que já o levou à Índia, Indonésia e Coreia do Sul, já havia expressado seu apoio para que os indianos também obtivessem um assento permanente na esfera da ONU. Em suas declarações, Obama indicou que Kan aceitou seu convite para visitar Washington no ano que vem e que o compromisso dos EUA com o Japão é "inquebrantável". A aliança de segurança entre os dois países, que completa seu 50º aniversário em 2010, é considerada pelos parceiros como a base da paz e da estabilidade na região da Ásia-Pacífico. Kan aproveitou o encontro para agradecer a Obama pelo "firme apoio" ao Japão na questão das ilhas Curilas, cuja soberania é disputada por Tóquio e Moscou. Durante a cúpula, o primeiro-ministro deve se reunir com o presidente russo, Dmitri Medvedev, para tratar do assunto. A reunião de Obama e Kan foi centrada em questões econômicas e comerciais, na qual o primeiro-ministro japonês indicou que "o Japão se prepara de maneira significativa para se abrir ao comércio". AFEGANISTÃO Uma força-tarefa independente alertou o presidente Barack Obama sobre o alto custo da guerra no Afeganistão, e disse que ele deveria considerar uma redução da missão militar caso a revisão prevista para dezembro conclua que a atual estratégia não está funcionando. A comissão de 25 integrantes, sob comando do ex-subsecretário de Estado Richard Armitage e do ex-assessor de segurança nacional Samuel Berger, apontou "sinais esperançosos" no Afeganistão, como a melhora no treinamento das forças locais de segurança, mas também alertou que outras tendências são desencorajadoras. "O quadro nebuloso e os altos custos geram a questão de se os Estados Unidos deveriam agora diminuir suas ambições e reduzir sua presença militar no Afeganistão", disse o relatório de 98 páginas. "Temos em mente a ameaça real que enfrentamos, mas também estamos cientes dos custos da atual estratégia. Não podemos aceitar esses custos a não ser que a estratégia comece a dar sinais de progresso", disse a força-tarefa.

Edição EDIÇÃO 16962




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