MUNDO
Segunda-feira, 06 de Abril de 2009, 22h:10
A
A
TERTREMOTO
Número de mortos na Itália passa de cem
Ontem à noite em Trede, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou em entrevista à TV italiana que o número de mortos já era de 150
Mais de cem pessoas morreram em decorrência do terremoto de ontem na cidade de L'Aquila, na Itália, de acordo com a Defesa Civil do país. Equipes de resgate procuraram desaparecidos - que, segundo as agências de notícias, é de 250 - durante toda a noite. Ontem à Trede, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou em entrevista à TV que o número de mortos já era de 150 - o que ainda não foi confirmado pelas equipes de emergência. O número de feridos passa de 1.500, dos quais cerca de 60 foram resgatados com vida dos escombros, segundo os bombeiros. Os trabalhos seguiram à noite, sob a chuva, em um centro histórico deserto, do qual a maioria dos moradores teve de sair - em todas as ruas do centro houve desabamentos, informam as testemunhas. O terremoto, que deixou ao menos 50 mil pessoas desabrigadas e destruiu mais de 10 mil imóveis - incluindo pontos turísticos -, foi o pior, em número de mortes, dos últimos 29 anos. O maior, antes, era o de 23 de novembro de 1980, que chegou a 6,5 graus na escala Richter e matou ao menos 2.735 pessoas. L'Aquila é a capital da região de Abruzzo e fica em um vale cercado pelos Montes Apeninos. O tremor aconteceu às 3h30 de segunda-feira (22h30 de domingo, em Brasília). Há divergências sobre a magnitude do terremoto. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o tremor atingiu 6,3 graus na escala Richter, enquanto o Instituto Nacional de Geofísica da Itália afirma que a magnitude foi de foi 5,8 graus. De acordo com a escala Richter, os tremores entre 5,5 e 6,0 ocasionam pequenos danos em edificações. Entre 6,1 e 6,9 podem causar danos graves em regiões muito populosas. EMERGÊNCIA Berlusconi declarou estado de emergência ainda pela manhã, cancelou a viagem que faria à Rússia, e já começou a pedir recursos federais para ajudar as vítimas do desastre. Berlusconi sobrevoou a região e, em entrevista coletiva, desconversou sobre a polêmica criada em torno de um aviso que o governo teria recebido da tragédia. O primeiro-ministro afirmou que irá se "concentrar em conseguir esforços para a população e que depois irá discutir sobre a possibilidade de se prever terremotos". O terremoto de ontem deixou cidades "virtualmente destruídas", segundo o porta-voz do Parlamento, Gianfranco Fini. Das cerca de 15 mil edificações destruídas somente em Abruzzo, algumas tinham importância histórica. BRASILEIROS Até ontem à noite nenhum brasileiro havia sido identificado entre os mortos ou feridos do terremoto, segundo informou o Itamaraty. A chancelaria do País disse que acompanha a tragédia "de perto" e que há cerca de 120 mil brasileiros na Itália. Familiares e amigos podem buscar informações no site do Portal Consular, criado em apoio aos brasileiros no exterior. De acordo com as autoridades italianas, mais de 150 pessoas morreram e 1,5 mil ficaram feridas após o tremor.