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MUNDO
Segunda-feira, 28 de Julho de 2014, 19h:57

ISRAEL-CONFLITO

Novos ataques deixam 12 mortos em Gaza

Após condenar pedido de um novo cessar-fogo, o primeiro-ministro de Israel pediu que os israelenses se preparem para uma longa operação em Gaza

Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas ontem em ataques a um hospital na cidade de Gaza e a um campo de refugiados no norte do território palestino. A administração local de Gaza afirma que as duas áreas foram alvo de bombardeios do Exército de Israel, enquanto os militares do Estado judaico declaram que as mortes foram provocadas por ataques fracassados do Hamas. Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qedra, os bombardeios atingiram simultaneamente um parque no campo de refugiados de Al-Shatti e anexos do hospital Shifa, o maior da cidade de Gaza. Testemunhas dizem que um míssil disparado de um drone caiu no primeiro local, provocando a morte de sete crianças que brincavam no local. O projétil também atingiu um carro, matando seus dois ocupantes. Ao mesmo tempo, outro foguete atingiu anexos do hospital Shifa, deixando três mortos. Médicos afirmam que o alvo era um prédio próximo à entrada da unidade de saúde, que já havia sido atingida na última sexta-feira. Minutos após a explosão, o Exército de Israel acusou, em comunicado, "terroristas de Gaza" de serem os responsáveis pelas duas ações. Segundo os militares, os dois locais foram atingidos por lançamentos frustrados de foguetes do Hamas. LONGA OPERAÇÃO O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, pediu ontem que os israelenses se preparem para uma longa operação em Gaza. O discurso foi feito no dia em que nove soldados e quatro civis israelenses foram mortos. O dia, que Netanyahu chamou de "doloroso", foi o segundo de maior número de mortos do lado israelense. Com isso, chega a 58 o número de mortos em território israelense -militares, seis civis israelenses e um operário tailandês. Do lado palestino, são mais de mil mortos e 6.000 feridos durante todo o período do conflito. Em discurso na TV, Netanyahu afirmou que a ofensiva só terminará com a desmilitarização de Gaza. Para isso, ele elenca como principal objetivo a neutralização dos túneis que o Hamas e outros grupos radicais fazem para entrar em Israel. "Nós precisamos estar preparados para uma campanha prolongada. Nós continuaremos a atuar agressivamente e com responsabilidade até que a missão termine para proteger nossos cidadãos, soldados e crianças". Mais cedo, o chefe de governo criticou o Conselho de Segurança da ONU por pedir uma trégua "imediata e incondicional" ao Israel e ao Hamas. Para ele, a resolução "não responde às exigências de segurança de Israel". "A declaração não menciona os ataques contra a população civil israelense e o fato de o Hamas usar os moradores de Gaza como escudos humanos ou de as instalações da ONU serem usadas para atacar israelenses". O Exército de Israel informou que nove soldados israelenses foram mortos em diferentes confrontos com grupos palestinos. Além dos militares, outros quatro civis morreram após uma comunidade em Eshkol ser atingida por um foguete do Hamas. A segurança do Estado judaico foi violada também quando cinco militantes do Hamas conseguiram atravessar um túnel e chegar à comunidade de Nahal Oz, no sul israelense. Todos eles foram mortos pelo Exército. HAMAS Em resposta ao discurso de Netanyahu, o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse que as ameaças do chefe de governo israelense não assustam e que Israel "pagará o preço pelos massacres contra civis e crianças". Na faixa de Gaza, dois ataques terminaram com 12 palestinos mortos e outros 46 feridos. A ação mais grave foi no campo de refugiados de Al-Shatti, onde a explosão de um míssil provocou a morte de nove crianças e deixou 45 feridos. Outras três pessoas morreram em uma explosão perto do hospital Shifa, o maior de Gaza. Testemunhas e autoridades de Gaza dizem que os bombardeios foram feitos por drones de Israel. Já o Exército israelense acusou "terroristas de Gaza" de serem os responsáveis pelas duas explosões que, segundo eles, seriam lançamentos frustrados de foguetes que teriam como destino o Estado judaico.

Edição EDIÇÃO 16962




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