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MUNDO
Terça-feira, 17 de Junho de 2008, 20h:59

CESSAR-FOGO

Novo acordo entre Israel e Hamas vale a partir de quinta

Um cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hamas deve começar amanhã, segundo informaram oficiais egípcios e palestinos ontem. De acordo com a agência estatal do Egito, a Mena, os dois lados "concordaram com a primeira fase de apaziguamento recíproco e simultâneo" proposta por Cairo para encerrar a onda de violência na região Segundo o Hamas, os dois lados concordaram em encerrar os ataques contra Israel a partir de amanhã. O cessar-fogo deve interromper os ataques com foguetes e morteiros - lançados por militantes do Hamas na Faixa de Gaza - contra o sul de Israel e as incursões e ataques aéreos israelenses na região. Israel, por sua vez, recusou-se a confirmar ou a desmentir a existência de um acordo, mas assegurou que "uma nova realidade" passaria a vigorar caso rebeldes palestinos parassem de lançar foguetes na direção de seu território. O representante do Hamas disse que acredita que todos os integrantes do grupo em Gaza cumprirão o acordo, que foi obtido com esforço do governo do Egito. Funcionários israelenses recusaram-se a confirmar ou a desmentir o acordo, mas comentaram que um negociador estava a caminho do Cairo e disseram-se "cautelosamente otimistas". O acordo foi fechado apesar do ataque de Israel que provocou a morte de seis militantes palestinos ontem. O grupo Jihad Islâmica disse que um míssil atingiu um carro que transportava cinco de seus integrantes perto de Khan Younis. Uma sexta pessoa teria morrido nas imediações. Israel confirmou os ataques contra o que chamou de "veículos transportando operadores do terrorismo". O Egito tenta negociar o fim da violência e a reabertura das fronteiras de Gaza entre Israel e o Hamas. Líderes do Hamas acusaram Israel de tentar minar a trégua, mas asseguraram que não permitirão que a violência faça descarrilar os esforços egípcios. Ainda assim, a emissora de televisão do grupo advertiu que o Hamas responderá a "qualquer agressão sionista", o que evidencia a fragilidade da situação. Três dias depois do início da trégua, segundo o documento, Israel afrouxará o bloqueio imposto a Gaza para permitir a entrada de suprimentos vitais. Uma semana depois disso, Israel deverá levantar ainda mais restrições para a entrada de carga.

Edição EDIÇÃO 16967




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